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18/05/2013 ás 11:40h
Por: ReverbCity

Pizza? Todo mundo ama pizza, menos quem tá no sufoco do sacrifício das gordices. E donuts então? Apesar de ser um pouco overrated, ainda assim é muito bom. E se juntar-mos os dois universos? Claro que dá, no mundo da gastronomia tudo é possível!
A lance nem é a receita, mas sim apresentar a pizza de um modo diferente. Sabe aquelas receitas de massa de pizza caseira que você encontra em qualquer lugar? Tipo Pizz a de Liquidificador? Então, basta fazer uma destas, rechear com molho, queijo, pepperoni, colocar na assadeira e ser feliz :)





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17/05/2013 ás 17:30h
Por: ReverbCity


Novo álbum do Franz Ferdinand vem com trailer!
Google vai entrar no ramo de streamings
Os jovens da Inglaterra não tão conseguindo pagar os seus festivais, manda pra cá!
Vencedor do Ivor Novellos desse ano
Yoko Ono falando sobre seu relacionamento com um Beatle
Uma boa pesquisa e o ódio estadunidense pelo Justin Bieber
Amy Winehouse já era suicida quando criança, what?
Kendrick Lamar - Bitch, Dont Kill My Vibe
Melodys Echo Chamber - Some Time Alone, Alone
Queens of the Stone Age - If I Had A Tail
Queens of the Stone Age - Keep Your Eyes Peeled
Queens of the Stone Age - Kalopsia
Dale Earnhardt Jr. Jr. - Dark Water
Holy Ghost! - Dumb Disco Ideas

Mayer Hawthorne - Her Favorite Song
The Lonely Island - I Fucked My Aunt (feat. T-Pain)
When Saints Go Machine - Iodine
Kings of Leon - It Dont Matter

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17/05/2013 ás 16:19h
Por: ReverbCity
Você tem alguma lembrança que gostaria de apagar? Para qual propósito você acha que esta lembrança serve? Como você lida com as decepções?
São perguntas difíceis de responder, principalmente porque as respostas estão escondidas nos becos de nossa consciência, aquele lugar que sempre passamos, mas que tentamos fingir que não existe. Olhamos uma foto da paisagem, mas nos recusamos a visitar o local. Em Eternal Sunshine of the Spotless Mind, os personagens tem esta maravilhosa - ou covarde - solução, de poder apagar memórias desagradáveis. Dr. Howard Mierzwiak oferece este serviço, que promete deixar sua vida mais completa, eliminado "erros" que, repetidamente, cometemos.
Não cabe apenas apagar os significados que estão dentro do plano do conteúdo, as lembranças propriamente ditas, mas também os significastes que são os responsáveis por ativar inúmeras paixões. É preciso se livrar de todos os pertences, objetos e pensamentos que conectavam Joel e Clementine – sejam boas lembranças ou dolorosas. Mas tudo que possa vir a ser apagado, realmente desaparece? Será que nunca resta nenhuma vestígio do pensamento? Seja por uma proteção natural de nosso corpo ou até mesmo por um erro de operação da Lacuna.
Isso acaba causando diversas situações irônicas durante o filme, as falhas neste processo são representadas pelos loops em diversas cenas. O tempo e a perspectiva parecem estar em loop e objetos vão tornando-se brancos até desaparecerem. Metáforas para o esquecimento, como diria Nietzsche: “Benditos os esquecidos, pois desfrutam até dos próprios erros”.
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16/05/2013 ás 16:41h
Por: ReverbCity
Ai, Ai... A Sessão da Tarde. Lembram-se daqueles filmes memoráveis? Durante os anos 80 e 90 eles fizeram a alegria de toda uma geração que cresceu vendo a Sessão da Tarde. Os anos se passaram e hoje a molecada é obrigada a ver péssimas peliculas, aquele resto de produção da Disney que vai direto para TV. Antes os filmes eram livres da patrulha do politicamente correto - eram outros tempo, claro - e rolavam palavrões, humor nenhum pouco politicamente correto e até mesmo peitinhos!
Filmes como A lenda de Billie Jean, Ruas de Fogo, O Rebelde, Sobre Ontem à Noite, A Garota de Rosa Shocking, Mulher Nota 1000 e outras centenas fazem parte da memória de quem já tem mais de 25 anos. Alguns destes se transformaram em clássicos da Sessão da Tarde de toda uma geração. Vários nem são tão cultuados nos EUA, uns eram filmes "b" que vinham em pacotões vendidos pelos estúdios, mas isso pouco importa. Todos fazem parte de uma época livre de Justin Bieber, mas que tem Domino no seu DNA.
No último semestre do colégio, Ferris Bueller sente um incontrolável desejo de matar a aula e planeja um puta role na cidade com sua senhorita, seu maior brother Cameron e uma Ferrari. Só que para poder realizar seu desejo ele precisa escapar do diretor Rooney do colégio e de sua própria irmã. Clássico. Foda. Selo Alexandre Frota de qualidade!
Você tá la de boas cavando um buraco gigante para poder colocar uma piscina em casa e do nada… do nada… você encontra um homem das cavernas congelado no seu quintal! O que fazer? Chamar a policia, o fbi ou os homens de preto? Que nada, o cara passou uma eternidade congelado, bora levar ele pra zoeira! Se o filme fosse hoje, teria post no instagram antes de tudo.
História de uma bela garota e popular, Terry Griffith, que não pode participar de uma importante competição jornalística pelo simples fato de ser mulher e ter um professor bem do escroto. Mas ela é determinada e nervosinha e resolve se transvestir de rapaz para fazer sua reportagem em outro colégio. A Globo, em seus momentos de glória passava o filme sem nenhuma censura, mas quando estava de porre rolava um corte foda, virava quase um curta-metragem.
O filme gira em torno de cinco adolescentes que são obrigados a passar um dia trancados em uma biblioteca - como castigo escolar - lá eles passam a dividir seus sonhos, segredos e traumas. Um filme bem legal. Mais um dos filmes do grande amigo John Hughes, que nos anos 80 sabia muito bem dominar a linguagem dos jovens.
Les e Dean são típicos adolescentes americanos que não imaginam a vida à pé. Tudo que eles querem é tirar logo a carteira de motorista e sair com as garotas. Les é reprovado no exame, mas mesmo assim sai com o carro do avô (uma Mercedes sensacional), numa noite inesquecível aprontando altas confusões na sua sessão da tarde.
Ronald Miller (Patrick Dempsey) é um jovem bemmm do tímido, que sempre sonhou em ser popular no colégio. Quando ele descobre que Cindy Mancini (Amanda Peterson), uma garota linda que todos os garotos desejam, está precisando de 1000 dólares ele surge com uma insólita proposta: empresta o dinheiro a ela e em troca ela deverá fingir ser sua namorada. Ela topa e, com sua ajuda, ele acaba se tornando um dos garotos mais populares do colégio, mas nem tudo são flores… Ah, quem não lembra da dança do ritual do acasalamento do tamanduá africano?
Buddy Revell! Buddy Revell! Buddy Revell! Jerry Mitchell (Casey Siemaszko) é um mano bem tranqüilo e simpático colegial que vai entrevistar Buddy Revell (Richard Tyson), para o jornal do colégio Weaver. Acontece que o cara é um brutamontes, tem fama de psicopata e, além disto, não suporta ser tocado. É exatamente isto que Jerry faz, assim Buddy o desafia para uma briga no estacionamento, às 3 da tarde. Até lá Jerry tentará de tudo para que esta "execução" não aconteça.
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16/05/2013 ás 11:32h
Por: Lizt

Uma das coisas mais bonitas que existem é a amizade, afinal os amigos são aquelas pessoas que você escolhe para que fiquem ao seu lado. Mais do que isso, elas também te escolhem. Por isso o Triple Shot de hoje falará sobre a lindeza da amizade.
PRIMEIRA DOSE: UMA SÉRIE
O bonito da amizade é quando aquelas duas pessoas se entendem completamente, mas se entendem tanto que chegam a se confundir uma sobre a outra. Agora, a melhor coisa sobre a amizade são as histórias que se vive ao lado do amigo.
Por isso trago Flight of The Conchords, série já concluída da HBO sobre dois músicos neo-zelandeses que resolvem ir pra New York tentar o sucesso.
No final das contas temos uma das séries mais nonsenses e geniais de sempre, veja o primeiro episódio e aguarde a triunfal entrada de uma música colocada completamente no contexto da história. Coisa Fina.
“Looking round the room I can tell that you are the most beautiful girl In the... room.”
SEGUNDA DOSE: UM SHOW
Tenacious D é o nome da dupla de amigos que enfrenta e derrota todo o mal usando somente seu incrível talento musical nessa empreitada.
Jack Black é o cabeça da parada e mostra que as caretas e trejeitos bizarros podem ficar mais nos filmes, afinal ele manda muito bem nos palcos. Mas o mais bacana de tudo é a química que Jack tem com seu amigo, Kyle Gass, coisa digna de lágrimas derramadas.
“You dont always have to fuck her hard. In fact sometimes thats not right to do.”
TERCEIRA DOSE: UM LIVRO
As vezes a amizade derrota o mal, as vezes busca o sucesso e, muitas vezes, alcança. As Incríveis Aventuras de Kavalier e Klay é uma obra que se passa na época de ouro dos quadrinhos norte americanos e mostra praticamente toda a vida dos primos quadrinistas.
O livro foi escrito por Michael Chabon e serve como uma espécie de romance documental do surgimento, crescimento e explosão dos quadrinhos. Nele vemos a amizade dos dois primos nascer, crescer, explodir e praticamente sumir, podemos até dizer que ela acompanha a trajetória das revistas mais populares daquela época.
Com várias aparições especiais, em muitos momentos lemos nomes como Salvador Dali, Orson Welles e Stan Lee no meio da história, o livro caracteriza não só o lado bom da amizade, mas também os sacrifícios que muitas vezes podemos fazer por nossos amiguinhos.

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15/05/2013 ás 16:49h
Por: ReverbCity
É difícil compreender um fenômeno tão grande e complexo como foi a Segunda Guerra Mundial em todos os seus detalhes, que até hoje não são completamente conhecidos. A pesquisa histórica já nos contempla com milhares de livros sobre o assunto, que tratam desde os pracinhas brasileiros até o envolvimento do Japão com o regime nazista. Desprendido de qualquer compromisso com fatos históricos, o cinema tem a liberdade de lidar com o assunto com uma visão parcial, única e até fantástica.
O tema já rendeu filmes com as mais diversas visões, é quase impossível citar todas as obras que falam sobre este período. Filmes como O Menino do Pijama Listrado, O Pianista, A Vida é Bela e O Diário de Anne Frank dão um toque "poético" as atrocidades cometidas durante o nazismo. Separamos uma lista de filmes que abordam, cada um a sua maneira, este período sómbrio humanidade.
Talvez este seja o filme que falou sobre a Segunda Guerra da maneira mais peculiar possível. Tarantino não teve nenhum pudor em distorcer aos seus critérios qualquer tipo de fato histórico, com um único objetivo: matar nazistas aos montes. Para Tarantino a mudança na realidade é totalmente compreensível, pois para ele o mais importante é transformar atrocidades em entretenimento. E é isso também o nosso desejo quando vamos ver um filme dele. Notaram que em praticamente todas as cenas de tortura a câmera toma o lado do torturado ou do espectador, por quê será?
A cena inicial do filme com seus mais de cinco minutos de discurso com a bandeira americana ao fundo é um clássico do cinema. Este filme conta a história do gênio militar e, também muito vida loka, George S.Patton. Ele era o único general realmente temido pelos nazistas, por suas vitórias na Africa e pela campanha pós Dia D pela Europa.
Uma das maiores obras de Chaplin, apresentando uma caricatura grotesca e irônica de Adolf Hitler. Chaplin é um barbeiro judeu muito parecido com o ditador da fictícia Tomânia, Adenoid Hynkel. Claro que ele é confundido com o ditador e toma seu lugar. Nisto se dá uma das maiores histórias já contadas no cinema, apesar de debates sobre a real necessidade do discurso feito no final do filme.
Juntamente com o Dia D, a batalha de Stanligrado foi uma das vitórias decisivas dos aliados para a queda do nazismo. Neste filme, a campanha na frente oriental é contada pelos perdedores, mais precisamente sob o ponto de vista do tenente alemão Hans Von .W.
O diretor Hei Tai Yang mostrou da maneira mais crua possível uma história real: durante a Segunda Guerra o Japão invadiu a China e fizeram experiências assombrosas usando chineses como cobaias. As barbaridades que aconteciam nos campos de concentração japoneses, não devem nada aos que existiam na Alemanha. É preciso ter estômago forte para encarar este filme.
A adaptação da vida de Oskar Schidler, um alemão que salvou cerca de 1,1 mil judeus da morte nos campos de extermino nazistas, foi parar nos cinemas pelas mãos de Steven Spielberg. Desde a formação do gueto da Cracóvia até a remoção dos judeus para os campos de concentração. Schindler enriquece com o trabalho escravo dos judeus. Em um primeiro momento seu único pensamento em ajudar os judeus é para salvar os negócios, mas com o tempo, envolve-se a ponto de ficar obcecado pela causa.
A QUEDA - AS ÚLTIMAS HORAS DE HITLER
A secretária Trauld Junge presencia as últimas horas do ditador alemão e toda sua fúria após sofrer incontáveis derrotas da Alemanha e o avanço dos Soviéticos em Berlim. O que levou as principais lideranças nazistas e suas famílias ao suicídio.
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15/05/2013 ás 11:26h
Por: ReverbCity

Creep sim, mas ao mesmo tempo muito bonito o novo clipe do QOTSA para a música "Kalopsia", que faz parte do novo disco "…Like Clockwork", previsto para 4 de junho, pela Matador.
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14/05/2013 ás 16:49h
Por: ReverbCity
Huuuum, daqueles assuntos que causam muitas discussões e nenhuma conclusão definitiva, a viagem no tempo é sempre um tema interessante para ser abordado no cinema. Antes de ir parar nas telonas, estes conceitos temporais já estavam presentes em clássicos da literatura, como em A Máquina do Tempo, de H. G. Wells; Conto de Natal, de Charles Dickens; e Um Americano na Corte do Rei Artur, de Mark Twain.
Apesar de cada filme criar um próprio universo com regras especificas, no que se trata de viagem no tempo, todos basicamente seguem alguns princípios básicos da física quântica. Em "O Exterminador do Futuro" não é possível trazer do futuro nenhum tipo de componente tecnológico, apenas tecidos orgânicos conseguem fazer a viagem. Já em "De Volta Para o Futuro" é possível fazer a festa e levar/trazer aquilo que bem entender.
O importante é compreender que quando se cria um fenda temporal, a linha da realidade "desaparece" e passamos a existir em um universo paralelo e o grande desafio é realinhar estas realidades. Estes universos tangentes são completamente instáveis e se a linha da realidade não for consertada, tudo entra em um grande colapso. Por isso, tudo que vem a acontecer neste universo tangente é uma tentativa de voltar ao universo primordial, em Donnie Darko, por exemplo, tudo conspira para que ele seja morto pela turbina do avião, tanto é que Donnie passa a ter poderes, como manipular o fogo.
Outro problema quando se trata no assunto, são os paradoxos que passam a existir quando ocorre uma viagem temporal. O mais conhecido é o "Paradoxo do Avô", que consiste em voltar ao tempo e matar o seu avô, o que impedirá o nascimento do seu pai e por conseqüência o seu também. Mas se você nem chegou a nascer, como conseguiu voltar no tempo e matar seu avô?
Outro paradoxo: e se alguém volta no tempo para poder alterar um evento que acontece no presente? Oras, se o motivo que fez determinada pessoa voltar no tempo não existe mais, a viagem consequentemente também deixar de existir. Massssss o paradoxo mais perturbador é aquele em que se volta no tempo e acidentalmente tem uma relação sexual com sua avó, por exemplo, Isso faria você ser avô se si mesmo, louconé?
TOP 5 MOVIES - VIAGEM NO TEMPO
Pode não ser o filme mais inteligente a tratar sobre o tema, mas certamente é o mais divertido e tem uma das melhores trilogias da história do Cinema. Basicamente Marty McFly volta trinta anos no tempo e se vê obrigado a fazer seus pais se apaixonarem, para evitar um paradoxo no tempo e consequentemente sua inexistência.
Eis um filme de absoluta qualidade. James Cole (Bruce Willis) volta 39 anos no tempo, para 1996, com o objetivo de coletar informações que impeçam uma catástrofe que dizimou a maior parte da população mundial – um vírus mortal. Masssssss….
Esse é o melhor filme de James Cameron sem dúvidas e até hoje os seus efeitos especiais são atuais, sem aquela lentidão do stop motion do primeiro filme. Schwarzenegger fazendo o papel dele mesmo, T-1000 fazendo o diabo pra dar cabo de John Connor, muitas explosões e não precisamos de mais nada.
Três astronautas acordam da hibernação e descobrem que sua nave caiu em um planeta estranho, dominado por macacos. E só lá no final, mas no final mesmo que descobrimos que este planeta na realidade é a Terra, em um período pós-apocalíptico, governado pelos símios.
5. Bill & Ted – Uma Aventura Fantástica
Keanu Reeves é um excelente ator quando não é preciso atuar de verdade, não é mesmo? Bill & Ted pensam apenas em rock, perto de serem reprovados na aula de história conhecem Rufus, que os faz viajar no tempo e conhecer pessoalmente personagens como Napoleão, Joana DArc, Abraham Lincoln, Freud e Gengis Khan.
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13/05/2013 ás 15:00h
Por: Colaborators
*** TEM SPOILERS ***
The Perks of Being a Wallflower seguramente é o melhor filme sobre a adolescência feito nos últimos 20 anos, mas isso não quer dizer que seja uma coisa boa. Apesar da sua bagunça emocional, a estrutura do filme é bem amarrada e mesmo que os personagens não sejam plausíveis como um grupo, dentro daquele universo proposto pelo diretor, não existe o que se questionar.
Quantos pequenos momentos da nossa adolescência passam desapercebidos e tomados como tediosos, mas que se tivessem a trilha sonora correta se tornariam épicos? Os grandes problemas de Charlie são amenizados por pequenas alegrias de episódios cotidianos com os amigos e este é o grande mérito do filme, conseguir trazer a grandeza de feitos inesperados e desapercebidos. Pequenos sopros desprevenidos de futilidade, mas que ao se olhar para trás fizeram toda a diferença no decorrer de uma vida.
Os grandes temas, como as drogas, a sexualidade e o abuso infantil traçam as características psicologias dos personagem e moldam sua estrutura emocional. Estas questões servem para criar uma coesão dentro daquele grupo e torná-los próximos de uma maneira inesperada, principalmente no caso de Charlie e Sam. A trama poderia muito bem ter evitado certos clichês de roteiro e trabalhado melhor as relações dos personagens com a música, ao invés de simples frases como "tudo soa melhor em vinil" ou a influencia da literatura na vida de Charlie.
As provações dos personagens são muito bem colocadas pelo diretor na sua escolha pelo esquema visual do filme, no ritmo da edição e na trajetória do script. A atuação de Logan Lerman (Charlie) e Ezra Miller (Patrick) estão excelentes e conseguem segurar o apelo dramático, mesmo com uma atriz de Malhação, Emma Watson (Sam), no elenco. Este carretel de fingimentos, de uma narração aparentemente sem brilho e um enredo lento, acabam por dar o tom perfeito que a história precisava, eis uma vantagem de se ter o próprio autor do livro dirigindo a adaptação.
Charlie é sufocado pelas lembranças do abuso que sofreu quando era criança e tudo explode em suas emoções no momento em que Sam toca sua perna, do mesmo modo que os psicólogos usam quando querem saber se uma criança sofreu algum tipo de abuso, e então temos o apogeu do filme, em que por alguns momentos somos a própria consciência de Charlie e conseguimos compreender tudo que ele havia passado. Se o filme tivesse acabado logo após ele ligar para a irmã e ir até a cozinha pegar a faca, teria sido um final muito mais condizente com a história, que propositalmente tem vários "furos".
Independente daquilo que acontece no livro, já que o cinema é uma mídia totalmente diferente, não caberia ao diretor explicar tudo que aconteceu, já que as razões estavam todas implícitas. Seria muito mais interessante, neste caso, um final indefinido que levasse aos poucos as discussões e conclusões do público sobre o filme. As respostas que durante todo o tempo estavam subentendidas, não precisavam ter sido jogadas infantil e rapidamente nos últimos minutos. O típico final feliz fez apenas consolidar a imagem de mais um filme que não conseguiu superar as velhas fórmulas clichês do cinema, apesar de ser muito mais do que isso.
Parece que ter que explicar todo o filme virou uma lei em Hollywood e isso aconteceu desde que se adotou o padrão Michael Bay / Zack Snyder de cinema. Os filmes hoje não passam de videoclipes de 2 horas de duração com takes de 2 segundos ou uma câmera lenta com uma trilha sonora deslocada. The Perks of Being a Wallflower conseguiu escapar desta infelicidade durante toda sua narrativa, uma pena ter vacilado no final.
por Márcio Araujo, que odeia cinema.
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11/05/2013 ás 11:47h
Por: ReverbCity

Pra galera que sacrifica a vida com a Itaipava ou que tá fazendo a rycha com a Guiness, olha que bacana este projeto Beertone, desenvolvido pelos designers e apreciadores de cerveja, Alexander Michelbach e Daniel Eugster.
O catálogo, inspirado no Pantone, traz uma cartela com 200 tons de cervejas. Para chegar nos tons exatos de cada tipo de cerveja, foram consultados centenas de cervejeiros pra buscar informações como o "SRM", que é o padrão de referencia quando se trata da coloração da cerveja. Agora você pode levar sua cartelinha pro bar e ficar conferindo os detalhes de todas as cervejas que tem tomado.




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