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TALKING TO MONIQUE MAION.. Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

04/11/2009 ás 21:29h

Por: Move That Jukebox

TALKING TO MONIQUE MAION..

Monique Maion, 24 anos, ainda não pode ser considerada um hype brasileiro, mas já tem bastante história pra contar sobre suas experiências no exterior e seu destaque no Oriente.

Com somente um álbum solo lançado, Lola, a moça já compõe material para um novo trabalho, o Ex!, que começou a se popularizar no Brasil ao ser confirmado como uma das atrações do Festival Planeta Terra, no próximo final de semana em São Paulo. Foi sobre esse e outros projetos que conversamos com Monique, além de abordar o envolvimento da cantora com o mundo da moda. Check it out...

Conta pra gente quem é Monique Maion e como ela entrou no mundo da música?

Um ser feminino libriano de 24 anos que nasceu na época errada, formada em canto e ciências contábeis. Desde os 7 anos estudo musica e componho desde os 14. No meio do caminho tive uma pedra, a dúvida se música me daria estabilidade e todas essas palavras que a sociedade econômica inventou para te padronizar na produção mundial da frustração. Fui auditora de uma multinacional e auditei gigantescas e cabeludas corporações por quase 4 anos levando vida dupla, conhecendo mil facetas e compondo muito sobre isso. Ao mesmo tempo aprendendo bastante para me proteger dos vampiros do meio musical. Há um ano larguei a vida corporativa de escritório, porém a musica não deixa de ser uma corporação quando você visa viver disso. Minha experiência com contratos, leis e blábláblás é uma bagagem e tanto. A auditoria foi uma grande escola.

Uma das primeiras coisas que a gente repara é que você é bem fashionista. Qual é a sua relação com a moda?

Adoro roupas e principalmente acessórios, mas não sou ligada apenas em marcas, grifes e toda essa punhetagem do mundo da moda. Se eu uso é porque gostei da roupa e não da etiqueta etc. Gosto muito da Thais Gusmão, Melissa, Doc Dog, American Apparel e Chilli Beans. Tenho parceria com a Pop Chiq que faz peças lindas, chiques e baratas para eu usar nos palcos e no dia-a-dia. Descobri a Reverbcity recentemente e já tenho uma coleção de broches e camisetas. Compro bastante coisa no Ebay e sou rata de brechó. Tenho aversão a Louis Vuitton, Daslu, Prada e todas essas lojas que são iguais há décadas com preços abusivos que servem unicamente para demonstrar status social e padronizar as patrícias e patrícios nas ruas usando peças quadradas e ridículas cor marrom cocô (tipo LV bege cocô com marronzinho cocô por apenas 4.500,00). Você tem carreira solo e toca em mais três grupos: Sunset, Die Katzen e o mais recente Ex!.

Quais são as diferenças entre eles e qual é o motivo de manter quatro projetos diferentes?

Meu projeto solo assim se chama só porque tem meu nome, mas hoje na verdade é uma banda que participa do processo criativo e tudo mais. Finalmente estou acompanhada de uma banda fantástica. Demorei um tempão para conseguir reunir músicos incríveis e também “gente fina”. Tem muito músico espetacular que é intragável, principalmente no meio jazzístico. A banda é composta por Ladislau Kardos, Fernando Coelho, Mauricio Biazzi e Piero Damiani. Meu primeiro cd, o Lola, é uma critica social de forma visceral. Também tem as releituras das minhas influências e musicas que escrevi em diversas épocas da minha vida. Em fevereiro de 2008 conheci o Gustavo Garde e criamos o SUNSET, que para mim é meu lado zen. Música para ouvir no pôr-do-sol, na piscina, no café da manhã e em todos os momentos “relax body and soul”. Em dezembro do ano passado, um pouco antes de embarcar para Europa, me tranquei junto com os loucos Renato Cortez (Seychelles) e Ismael Sedeski (Mamma Cadela) e piramos. Toda essa piração do submundo sarcástico, erótico, imprevisível e auto-sustentável é o Die Katzen. Tem uma pegada eletrônica trip hop. Nunca fizemos show. É um projeto low-file que lançamos na net. A EX! é uma banda nova que fui convidada a participar pelo Arthur Joly (Recohead). Eu componho a maior parte das letras e melodias. A proposta é outra: Dancefloor music muito bem produzida.

Falando no Ex!, muita gente se surpreendeu quando viu o grupo no line-up do Planeta Terra – a maioria das pessoas nem sabia do que se tratava. Como a produção do festival conheceu a banda?

Essa produção [do EX] está rolando há mais de um ano. É uma grande produção. O Carlos Pazetto (Brazil Next Top Model) faz a direção artística, o Ciro Midena foi o stylist das fotos, o Arthur Joly alem de guitarrista é o produtor musical. Temos parceria com a Chilli Beans e tem muita coisa rolando ainda.

Pelos seus projetos, a gente repara que você ouve uma centena de bandas diferentes, dos mais variados gêneros. Quais músicas marcaram a sua vida e o que você leva para seus grupos?

Eu escuto muita coisa mesmo. Por isso adoro discotecar também. Fico horas e horas a procura de coisas novas e principalmente velhas. Tom Waits marca minha vida em todas as épocas. Tenho fases. As vezes só escuto os blues, jazz e as tradicionais porem raras perolas do jazz. Tem época que só escuto coisa instrumental, afrika beat, ska etc. Vou indicar dois blogs FUEDAS: O do Nirso (que é do Mamma Cadela) e República de Fiume (do Ismael, que é do Mamma Cadela e do Die Katzen).

Um fato curioso é que, mesmo sem muita repercussão no Brasil, você já foi parar no primeiro lugar das músicas mais baixadas na Rússia. Como isso aconteceu?

Esse ano fechei com a gravadora inglesa Curve Music. Eles são responsáveis pela repercussão na Rússia, na Coréia do Sul e na Europa. Acredita que vendi cd físico na Coréia do Sul? Lá não se vende nada físico... nem jornal! Achei um luxo, fiquei super feliz. Enfrentei uns probleminhas burocráticos com barcodes para os cds chegarem no Brasil. Essa semana o cd físico já está disponível, assim como camisetas bolsas e etc. O Brasil funciona num compasso muito lento. O povo ainda é dominado pela Rede Globo e pela trilha sonora da novela das 8 e a Ana Carolina é tesouro nacional... Esse é o mainstream brazuca. Sempre foi assim. Não me espanta a receptividade gringa, muito pelo contrario. Nenhum lugar do mundo me tratou tão bem quanto a Alemanha e a Suíça. É uma questão cultural de respeito ao músico. Tanto faz se é um musico independente ou famoso. Você terá no mínimo comida, bebida, banho, cama e transporte, isso sendo underground.

O que a Ex! reserva pro Terra e o que a gente vai ver sobre a Monique nas próximas semanas? O que você anda preparando para o público?

Estou mega ansiosa para o Terra. Espero poder fazer um show divertido, dançante e cativante para todos. O festival é grande e será repleto de shows fodásticos como Sonic Youth, Primal Scream e o rei Iggy Pop. Hoje acordei com o som de um tiroteio na esquina da minha casa e eu moro afastada de São Paulo. Pensei: “estamos perdidos”. A única coisa que espero é emitir muita energia positiva para o público e fazer o bem nesse inferno que vivemos!

 

entrevista concedida para Alex Correa                                                                            fotos R Erib

 

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TALKING TO JULIA PETIT Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

03/07/2009 ás 21:13h

Por: Tony Strauss

 

Quem não gosta de uma boa conversa? Aqui na Reverb, a gente adora... Principalmente, quando o tricô rola solto entre duas pessoas bacanas. Foi o caso dessa entrevista que a VJ fofa, MariMoon, gravou com a publicitária e produtora musical, Julia Petit, para o programa ScrapMTV.

Clicando no vídeo aí embaixo, dá para sacar um pouco do que acontece nos bastidores da produtora da Julia. Vale reparar também na t-shirt usada pela Mari. Advinha de onde é??? Reverbcity, é claro! rs. A camiseta da Siouxsie com aplicação de cristais Swarovski e glitter fuchsia já era um arrasooo, mas com aquele cabelón blue contrastando ficou mais incrível ainda!...Clap*

escrito por Tony Strauss

 

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TALKING TO MISS MÁ... Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

05/05/2009 ás 15:04h

Por: Colaborators

TALKING TO MISS MÁ...

                                                                                                   foto Celso Tavares

Miss Má Oliveira tem 33 anos, é dj, professora, jornalista, tudo ao mesmo tempo - em horários alternados! É destaque nas noites do Studio SP, amiga das bandas do underground e uma das mulheres mais elegantes e carismáticas da cena paulistana. Em conversa via chat, ela nos contou como sua paixão pela música fez de sua vida uma eterna balada!

- A paixão pelo indie é antiga... conta para a gente como começou?

Começou no dia em que uma amigona minha que já nem mora mais no Brasil, a Jana Mauri, me levou para um porão lá da rua Augusta que se chamava Armagedon. Ela tinha um primo que costumava ir lá e ela resolveu fazer uma visita. Antes, a gente frequentava só lugares como a finada Up&Down (na Rua Pamplona) e a US Beef & Rock (na Rua Estados Unidos), que eram mainstream demais pra minha cabeça. Eu sempre fui diferente, não me sentia muito feliz nesses lugares convencionais. A música não me agradava e o look das pessoas (todas meio que iguais, etc.) também não.

Naquela época (começo dos anos 90), estávamos em pleno auge do grunge, mas na grande mídia só bandas como Nirvana e Pearl Jam tinham vez. Estudei a minha vida toda num colégio mega tradicional só para meninas (acredite se quiser!) e bom, rock não era uma coisa muito popular entre as moças... Enfim, quando pisei naquele porão insalubre (juro, era tosco!) da Augusta, a minha vida nunca mais foi a mesma. Sem exagero! Eu lembro que a primeira banda que me chamou a atenção foi o Smashing Pumpkins (que tinha acabado de lançar o Gish e só 2 anos depois ganharia o mundo com o Siamese Dream). Achei um absurdo aquele vocal esganiçado do Billy Corgan, aquele monte de guitarras barulhentas, era um som incrível!

Daí pro resto foi um pulo – eu comecei a fuçar todo tipo de informação sobre bandas, selos, cenas. Fiquei (lógico!) amiga do DJ da casa e ele começou a me gravar várias fitinhas com as bandas mais legais da época - Sonic Youth, Breeders, Pixies, Mudhoney, Pavement, Ride, Jesus & Mary Chain. Eu sempre digo que o Plínio teve influência direta na minha formação musical indie. Outra coisa que eu não perdia por nada nesse mundo era o programa Lado B, da MTV. Ficava com a TV ligada até a madrugada, só para ver o que o ‘reverendo’ Fábio Massari ia mostrar naquela semana.

                                             foto Fernanda Calfat

- E sua carreira de DJ?

Começou, claro, como brincadeira. Por gostar demais de música, eu sempre acabava amigona dos donos de casa noturna, dos DJs, e das bandas. Sempre estava dando uma mão pra algum amigo na organização de shows, festas, eventos. Não foi diferente quando o Atari Club (que ficava na Al. Lorena) abriu as portas em 2003 . A casa começou com a proposta de agregar pessoas bacanas da cena ‘alternativa’ da cidade, e muitos amigos dos anos 90 discotecavam lá (o Kid Vinil, o Giba Custódio...). Comecei como freqüentadora e depois de um tempo, eu me divertia substituindo um dos donos, o Click, quando ele não podia tocar. Deu tão certo que em pouco tempo eles me convidaram para ficar como residente.

- Das festas recentes nas quais atuou, encontrou com muitos artistas da cena sueca, como foram estas festas e teve algum momento especial, cômico ou de apuro que gostaria de compartilhar aqui?

Ai, tiveram coisas bem bacanas! Quando o Erlend Øye tocou no Studio SP, por exemplo, eu dividi o palco com ele (logo depois do show). Era Natal e ele entrou no palco com chapeuzinho de Papai Noel...
Também tem a historia com o Vanguart, que foi bem engraçada.... Era o primeiro show dos meninos no Studio SP, e foi em plena Páscoa.... Como eu sou professora, tinha ganhado um monte de chocolate dos alunos e resolvi levar pro Studio, pra dividir com o pessoal. Eu tinha prometido isso pra eles na passagem de som, quando eu cheguei mais a noite, eles desacreditaram.... rolou um obrigado, moça dos chocolates’ durante o show e a amizade começou desde então. Na última Páscoa, rolou show outro do Vanguart e claro que levei chocolates de novo! Virou tradição. rs

Outra coisa maravilhosa é ouvir elogios sobre a sua discotecagem, não só dos freqüentadores da casa, mas também de quem você admira.... Já ganhei elogios do Bjorn (do trio Peter, Bjorn and John), e o mais recente foi do Matt Verta-Ray, que veio junto com o Jon Spencer. Ele falou que tinha adorado o que eu estava tocando. Nossa, não tem preço!

- (papo de mulher..) Qual o seu segredo para sobreviver à noitada de salto nas alturas?

Acho que anos de ballet clássico! (rs) Depois das sapatilhas de ponta, qualquer salto é besteira. Fora que eu confesso – pode estar me matando de dor que eu não desço do salto! Tudo em nome do fashionismo!

-  Que banda ou artista você gostaria de ter estampada em uma camiseta e porquê?

Faria uma compilação das capas dos melhores discos dos anos 90 e ainda escreveria “I Love 90s” (que era uma festa que eu tinha) só pra nao deixar dúvida!!! (rs). Ou pegaria a Bjork (uma das minhas favoritas) e usaria a arte das capas dos CDs dela, que são sempre fenomenais!

                                                                                              foto Renata Chebel

Confira a agenda da DJ:

07/5 - discoteca em noite com Júpiter Maçã
15/5 - junto com o Jumbo Elektro e Cérebro Eletrônico
23/5 - com o Ludov
29/5 - com o Mombojó
13/6 - com Jens Lekman

escrito por Patty Dijigov

 

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TALKING TO GEANINE... Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

06/04/2009 ás 19:47h

Por: Patty Dijigov

TALKING TO GEANINE...

                                                                      Motomix 2008

A elegância natural e os traços únicos dessa rock n roll babe não só lhe rendeu uma série de convites para desfilar nos catwalks da vida, como também lhe garantiu a posição de musa máxima do estilista Alê Herchcovitch. No entanto, o lance de Geanine Marques é mesmo cantar. Desde que aterissou na paulicéia há 15 anos atrás - vinda de Curitiba - a bela, que aspirava ser atriz, sempre esteve envolvida em vários projetos musicais. Dos tempos em que participava da banda eletrônica Les Stop Betty até hoje em dia, como vocalista da Stop Play Moon, a top-muse-producer-dj-singer rocks! Entón, bora estender o tapete vermelho aqui para essa diva moderna passar...

- Você é super antenada em música! Conte-nos o que rola no seu i-pod/mp3 player. Quais suas bandas e cantores do momento?

Hoje no carro, que é um dos meus lugares preferidos e neutro, tem rolado o álbum novo do Yeah, Yeah, Yeahs...Otimo para o asfalto! Em casa, ultimamente tenho trabalhado nas músicas da minha banda Stop Play Moon, e no tempo que resta fico no shuffle....Sempre esperando a próxima...rs

                                                                                       foto Maurício Ianês

- No seu tempo longe de palcos e passarelas, o que gosta de fazer? Quais os points?

Hang out com meus amigos. Um lugar hoje, com certeza é o Studio SP.
 

- Pode nos antecipar algum plano para breve?

Stop Play Moon na Virada Cultural, agora em maio. Espero todos lá!
 

- Que banda ou artista você gostaria de ter estampado em uma camiseta da Reverbcity?

Estamparia qualquer uma das capas do Black Kids. Excelentes!!!!

 

                                                                                       foto João Wainer

entrevista concedida por e-mail para Patty Dijigov                                          colaboração Gabriela Pegurier

 

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TALKING TO JOTA JOTA Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

31/03/2009 ás 9:18h

Por: Patty Dijigov

TALKING TO JOTA JOTA

Jota Jota (aka Juliano Januzzi) é DJ e agitador da cena eletrônica mineira, especialmente em Juiz de Fora, onde comanda a disputada festa "Noize". Entre um set e outro, foi querido e deu um pause rápido para conversar com a gente aqui no ReverBLOG.

- Durante um tempo você trabalhou com livros... Como foi a experiência? 

Sim, gerenciava e cuidava da parte de compras de uma livraria internacional. A experiência foi ótima! Lidar com um público interessado em cultura é muito bom.  O mesmo acontece com a musica. 

- O que está rolando no seu i-pod/mp3player/MP no momento?

Eu adoro ouvir música nova! Os novos do Whomadewho, Circlesquare - songs about dancing and drugs, Fever Ray e The Juan Maclean tem tocado muito no meu ipod, mas tem gente que esta sempre voltando pro meu playlist como Hercules & Love Affair, Glass Candy, FM Belfast e todo catálogo da DC Records eu ouço muito.  

- Famoso pelas trilogias de discotecagem, conte-nos como é a elaboração de seus sets? 

Fazer set pra mim, de uma forma relevante, significa mostrar novos caminhos e lançar mão de novidades.   Eu sempre começo definindo a identidade musical que o set vai ter e então parto pra pesquisa.  A idéia de trabalhar elesem 3 partes surgiu em 2006... É uma forma de mostrar a mesma vertente musical sob 3 óticas diferentes ou apresentar tendências distintas mostrando de que forma elas se complementam e caminham lado a lado. 

Acabei de repetir essa experiência agora em 2009 com Paradise, Soft Hook e Old School Soundsytem, com influências que passeiam entre 70 e 90.  Saca só...

- Que banda ou personalidade você gostaria de ver estampada em uma de nossas camisetas?   

Eu gosto da maneira como o Hercules & Love Affair trabalha sua identidade visual de forma elegante e realmente moderna.  Glass Candy também dariam ótimas estampas, eles têm artes lindas!

entrevista concedida via e-mail para Patty Dijigov

 

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TALKING TO COPACABANA Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

23/03/2009 ás 13:43h

Por: Colaborators

TALKING TO COPACABANA

Claudinha, baterista da banda curitibana Copacabana Club, foi super fofa ao nos contar semana passada um pouco do seu dia-a-dia, atividades extra musicais e futuros projetos. Thanks honey!

- Quando você não está em tour ou ensaios com a banda, como é seu cotidiano?

Meu cotidiano anda bastante agitado... Além do Copacabana Club eu sou DJ em 2 bares aqui em Curitiba, toco no James as quartas e sextas e no Wonka aos sábados. Também sou arquiteta, estou fazendo mestrado em São Paulo e por isso passo metade da semana por lá. É corrido pra todo mundo da banda, não só pra mim. Como ainda não da pra viver de música, todos tem trabalhos paralelos. Mas a gente sempre dá um jeito de manter a rotina de ensaios e shows tentando dar prioridade pra banda.

- Quais os locais que você mais gosta de visitar?

São muitos... Estou gostando dessa rotina de ir pra São Paulo direto...gosto bastante da cidade. Agora com o Copacabana Club fazendo shows fora de Curitiba também temos viajado muito, mas acho que Florianópolis é um lugar especial pra banda. Sempre fomos inacreditavelmente bem recebidos lá, os shows são sempre bons e o público é incrível.

- Como andam os planos com a banda, cada vez mais em ascensão?

Acabamos de gravar o clipe de "Just Do It" com o patrocínio do projeto "Levis Music". Além do clipe, regravamos a música com uma qualidade melhor do que a demo que foi lançada em 2008 e o Boss In Drama fez um remix genial da música. Esse material será lançado em CD no single "Just Do It" nos próximos meses. Também estamos compondo, tentando marcar shows da banda em outras cidades e fazendo contatos pra ver se nosso primeiro CD sai ainda esse ano.

- Que banda ou celebridade você gostaria de ver estampada em uma camiseta? E por quê?

Cassim & Barbária (Florianópolis)! Acho que é uma das minhas bandas nacionais favoritas no momento. Tem muita coisa legal sendo feita no Brasil... Sou a favor de divulgar e abrir espaço para que estas coisas aconteçam...Não por bairrismo ou simplesmente por ser nacional, mas por realmente gostar da banda e ficar orgulhosa com a qualidade do som que eles tem feito.

entrevista concedida via e-mail para Patty Dijigov


 

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TALKING TO CLARA AVERBUCK Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

16/03/2009 ás 16:47h

Por: Patty Dijigov

TALKING TO CLARA AVERBUCK

                                                                  Foto: Celso Tavares

A escritora e agora ex-blogueira, Clarah Averbuck, nos reservou algumas "poucas" palavras aqui...enquanto guarda outras tantas para seus futuros livros. Com uma trajetória literária um tanto heterodoxa (não chegou a terminar o segundo grau), atingiu a notoriedade via seu primeiro blog "Brazileira! Preta". Com alguns livros publicados e outros em andamento, ela nos chamou atenção ao lançar ano passado um livro-LP de tiragem limitada, chamado Nossa Senhora da Pequena Morte. O livro vem dentro de capas clássicas de antigos LPs, com direito a vinis de rock, blues, jazz e até raríssimas bolachas mexicanas.

 

- Como é seu cotidiano fora das atividades literárias? Conte um pouco de seu dia-a-dia.

Eu basicamente fico em casa. Minha filha fica uma semana com  o pai e outra comigo...São sempre semanas diferentes. Quando estou com ela, tem todo um horário de escola e tudo mais. Quando estamos só, eu e o Reginaldo (namorado), nunca se sabe o que pode acontecer. Mas raramente saímos de casa.

 

- Ano passado você "matou" seu blog. Por quê?

Ah, só cansei.

 

- Quais são seus paraísos na Terra?

Eu gosto muito de uma praia chamada Cadaquès, na Espanha. Salvador Dalí morava lá. Adoraria ganhar na megasena e comprar uma casinha lá.

 

- Que banda ou personalidade você gostaria de ter estampada em uma camiseta e porquê?

Ruth Brown, uma cantora que adoro! Ela era fodona demais. Recomento "Mama, He Treats Your Daughter Mean", "Cant Hear A Word You Say" e "5-10-15" pra escutar e conhecer.

 

entrevista via e-mail para Patty Dijigov                                                      colaboração Gabriela Pegurier

 

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TALKING TO KID VINIL Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

09/03/2009 ás 12:07h

Por: Colaborators

TALKING TO KID VINIL

Radialista, DJ, músico, colecionador e profundo conhecedor de música, o ex-Herói do Brasil, Magazine e Verminose Kid Vinil conta um pouco de seu dia-a-dia para a Reverbcity. Atualmente se apresenta com a Kid Vinil Xperience, é residente da Festa Hi-Fi no DJ Club (São Paulo), mantém seu blog , escreve para a MTV e é colunista da Yahoo Brasil.

- Como é o cotidiano de Kid Vinil quando não está no circuito de apresentações com a banda e discotecagens?

Minha vida é bem caseira, claro, com tantos vinis e coisas pra ouvir passo a maior parte do tempo em casa. As únicas saídas são com meu cachorro, Kosmo. Vamos pro parque do Ibirapuera toda tarde, ás vezes de manhã. Raramente vou ao cinema ou saio pra balada. Ultimamente além de escrever para internet, estou dedicando meu tempo todo a um novo livro que devo lançar até o final desse ano pela Ediouro, a mesma que lançou o "Almanaque do Rock". Dessa vez será o "Almanaque do Rock Brasileiro".

- Quais são seus paraísos na Terra?

Já teve epoca nas décadas de 80 e 90, que se me perguntassem isso eu responderia sem pestanejar Londres. Hoje, muita coisa mudou na minha vida e não tenho mais aquele ânimo de viajar. Meu medo de avião parece que piorou mais ainda com o tempo, então meus paraisos ficaram aqui em nossa terra. Tenho viajado muito pelo Brasil fazendo festas (discotecagens, etc). É um país surpreendente, semana passada estive em Manaus. Não sou do tipo que gosta de turismo ecológico, mas foi prazeiroso almoçar à beira do encontro das aguas dos Rios Negro e Solimões. Em outras épocas, lembro de momentos íncriveis na Inglaterra, na fila de um pub em Bristol esperando pra ver Teenage FanClub, ou mesmo morando num squat frio em Brixton e ouvindo toda noite o programa de John Peel num rádio de pilha e quase chorando de emoção no dia que ele lançou "The Concept" do TFC. São coisas pequenas como muitas outras que marcaram minha vida. Um paraíso em Londres são duas das minhas lojinhas de discos favoritas - Minus Zero e a Rough Trade - as duas ficam praticamente na mesma rua, a Talbot Road. A Minus Zero é especializada em 60s, psicodelia, raridades e preciosidades do passado. Existiam duas lojas dentro de uma só, de um lado o Bill 1 e do outro o Bill 2. Era como entrar numa viagem no tempo e na música. O espaço é limitado as pessoas se espremem dentro da loja e olhar pras capas de discos raros pendurados nas paredes é puro prazer . A Rough Trade eu conheço desde sua fundação em 1979. Só de chegar perto da loja eu me arrepio, aquelas paredes contam a história do rock independente, se eu fosse religioso eu diria que aquilo equivale a um templo sagrado.

Voltando pra terra e falando de emoções locais, agora pouco saí na rua com o Kosmo, olhei pro céu vi aquela lua bonita e comecei a cantarolar "Blue Moon". São essas pequenas coisas que me trazem a alegria de viver, não importa o lugar. Acho que o mais importante é estar bem consigo mesmo.

- Qual a sua opinião sobre a equação: downloads x falência de gravadoras mercenárias + hype equivocado = final dos tempos?

Interessante essa pergunta, pois recentemente eu estava pensando na tese da desevolução do ser humano" defendida pelo Devo. Parece que a civilzação está regredindo, a era digital chega e um beco sem saída. Todos começam a falar desse resgate do vinil ( que eu acho ótimo). Nunca deixei de comprar vinis e hoje vejo a indústria lá fora valorizando cada vez mais o vinil. A música digitalizada não consegue mais evoluir e de repente as novas prensagens em vinil tem uma tecnologia sonora superior ao download, pode um negócio desses? Mas é verdade, nada substitui o som análogo, e o mundo volta no tempo. A indústria da música sempre cometeu enganos no que se refere a hypes equivocados, isso nunca deixará de existir. O lado mercenário das gravadoras afeta muito mais o Brasil, pois os preços praticados não fazem sentido há muito tempo e deram margem pra pirataria e agora com os downloads a situação dessas gravadoras vai de mal a pior. Lá fora, ainda existe uma certa consciência entre as gravadoras, tanto independentes como majors. A crise afetou todo mundo, mas o mercado inglês e americano ainda sobrevivem. As grandes redes de megastores como Virgin quebraram, mas o legal é que isso fortaleceu as lojas independentes como Rough trade em Londres e Other Music em NY, por exemplo. Quem conhece boa música sabe onde encontrar, não é mais necessário megastores pra vender bobagens... Essas coisas os desinteressados compram via download ou baixam em seus ipods. O mundo mudou realmente, final dos tempos? Não sei, mas que há uma "desevolução do ser humano", nisso eu acredito. 

- E por último, qual banda ou celebridade você gostaria de ver estampada numa camiseta Reverbcity e por quê?

Essa semana peguei uma edição especial do CD "Germ Free Adolescents" do X Ray Specs, a capa é genial, são eles dentro de tubos de ensaio, acho que daria uma bela camiseta.

entrevista concedida via e-mail para Patty Dijigov

 

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TALKING TO JONTY SKRUFFF Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

02/03/2009 ás 14:00h

Por: Colaborators

TALKING TO JONTY SKRUFFF

                                                                                        foto Aidan Dockery

Em sua recente passagem pelo Brazil, o dj Jonty Skrufff trouxe seu electro-techno-punk para as principais casas noturnas do circuito. Muito simpático e acessível, animou as pistas com seu set personalizado e de volta a Berlin, nos concedeu esta entrevista por e-mail. Conheça um pouco mais do cotidiano de uma pessoa que vive "24/7" em função da música!

Além dos agitos noturnos, conte-nos um pouco de seu dia, o que você faz quando não está em ação nas pick ups?

Assim como discoteco, eu atuo em uma pequena agência de imprensa independente, escrevendo sobre clubes, drogas, sexo e política - focando sempre o lado alternativo e esquisito dessa cultura. Os artigos são publicados em diversos sites (incluindo rraurl.com.br no Brasil) e também rodo meu e-zine semanário skruff-E (http://www.skrufff.com). Tudo isso envolve muita leitura, anotações e preparativos, fazer e dar entrevistas, encontrar artistas e djs, PRs de gravadoras e selos mais o constante navegar pela internet. Eu também vivo em busca de músicas, em intercâmbio com produtores, e comprando música por conta própria... então eu produzo minhas próprias faixas também (recentemente colaborei com Judge Jules no lançamento de meu primeiro comercial próprio), pratico discotecagens, vou para a academia, vou para clubes, agendo as próximas apresentações, me arrumo para sair... hmmmmmm, eu trabalho e vivo Skrufff 24 horas por dia, os sete dias da semana: estou fazendo tudo de minha vida - e costumo gostar muito. Ah, e eu amo dvds também, particularmente as séries da HBO, como The Sopranos, The Wire e Oz.

                           foto Welington Berenguer

Você sempre viaja muito quando em turnê, quais são suas cidades favoritas e os locais que mais gosta de visitar?

Eu realmente adoro São Paulo: muitas pessoas são amáveis, super sexies, super amigas; demonstram uma paixão pela vida e por diversão que fazem me conectar com elas de imediato. Eu me sinto em casa quando estou em São Paulo e eu tenho muitos amigos brasileiros, muitos deles se tornaram amigos instantaneamente - a longo prazo também. Eu realmente sinto uma conecção especial com seu país. Recentemente eu me mudei de Londres para Berlin e estou muito feliz por estar aqui, Berlin é uma cidade totalmente musical, é cheia de artistas, djs, músicos e todos os tipos de interessados e pessoas alternativas de todas as partes do mundo. É barato viver aqui, quase todos pedalam pela cidade (é seguro e como se todos vivessem em um pequeno centro geográfico.) Os berlinenses são quentes também, expansivos e amigáveis e existe uma cultura local de curtir a vida, que é sensacional.É muito segura, comparada a Londres, o tempo é ótimo no verão, com grandes outdoors anunciando os polos aquáticos onde você pode ir o dia todo, quase como lindos lagos com praias... o que me leva a dizer aos brasileiros que pensam em viajar pela Europa para visitarem aqui ao invés de Londres - e todos os jovens falam inglês aqui também. Outros lugares que gosto são: Ljubljana na Eslovênia - as pessoas de lá são magníficas - eu devo dizer - mais bonitas e sexies que os brasileiros. Serbia, Praga (República Tcheca, eu também amo a China - estive em turnê lá ano passado e me senti surpreendentemente em casa também. Conheci muita gente interessante, inspiradora e cheia de energia.

Já teve que enfrentar alguma situação bizarra durante visitas a lugares diferentes?

Hmmmmm, depende do que você quer dizer com bizarro. Vietnã em dezembro foi certmanete incomum. Eu toquei em festa da Heineken em Hanoi - o primeiro grande evento de música dançante que eles já tiveram. E aparentemente eu era o primeiro dj internacional a tocar por lá, em festas desse tipo.  Havia cerca de 2.000 pessoas no local, que foram à loucura, gritavem e erguiam os braços batendo palmas, amando tudo aquilo. Foi um grande momento para mim, como dj e no final da apresentação cerca de 20 pessoas me aguardavam para autógrafos e fotos (o que eu realmente considerei bizarro). O mais curioso é que todos eles eram homens, sem excessão. Parece que eu fui responsável por atrair uma pequena ala gay (e certamente discriminada) - o que é ótimo. E todas as garotas foram acampanhadas de seus respectivos namorados, então nenhuma se aproximou. O promotor do evento me avisou que lá o fato de garotas sairem para clubes por conta própria é mal visto. Tem um ótimo registro dessa apresentação aqui. Hanoi também é rock!

Para encerrar, que banda ou celebridade você gostaria de ver estampada em uma camiseta? E por quê?

Ótima pergunta! Eu ainda amo camisetas vintage de punk: The Cramps, Sex Pistols, The Clash, e em termos de celebriddae, escolheria o "herói local de vocês" Supla. Eu realmente devo me parecer muito com ele (risos...a julgar pelos milhões de comentários que recebi quando estive recentemente em São Paulo) - reconheço que a camiseta com ele poderia funcionar!

                                                                                        foto Aidan Dockery

escrito por Patty Dijigov

 

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