SOUNDS GOOD TO ME TOO #12 Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

28/09/2012 ás 16:00h

Por: You! Me! Dancing!

SOUNDS GOOD TO ME TOO #12

Hoje o Sounds Good To Me Too bateu um papo com o Felipe do Wannabe Jalva. A banda já abriu pro Pearl Jam e também tocou no MECA Festival, e agora queremos saber deles o que motivou esse pessoal a criar a banda e todas suas influencias. 

O COMEÇO

“Quando comecei a me interessar por guitarras (com uns 15 pra 16 anos) a banda que mais me inspirou foi o Silverchair. Na época eles tinham recém partido do disco “Freak Show” pro “Neon Ball Room”, era uma época  de transição, de uma banda que nasceu grunge e amadureceu suas composições. Eu achava incrível como o cara conseguia criar aquelas musicas tão pouco usuais, com harmonias e afinações tão diferentes. Durante todos esses anos eu acompanhei a banda e gostei bastante dos CDs posteriores, o “Diorama” e o “Young Modern” ...Uma pena que tenha acabado.” 

HOJE EU ESCUTO... 

“Hoje em dia gosto de várias coisas novas que tem surgido. Fico bastante atraído por algumas bandas mais "cruas", com uma sonoridade mais orgânica, menos plástica e robotizada. White Denim  é um exemplo de banda moderna que, consegue ter uma referência grande dos anos 70, e ainda assim ser inovadora. Também  tenho curtido muito os interioranos americanos do Alabama Shakes, é sincero, verdadeiro, simples e a cantora tem uma voz demais.” 

 

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SOUNDS GOOD TO ME TOO #11 Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

17/08/2012 ás 16:00h

Por: You! Me! Dancing!

SOUNDS GOOD TO ME TOO #11

LULINA | Lulina deu uma pausa na gravação do seu novo disco – que deve sair em breve, sob o nome de Pantim – para dar dois dedins de prosa com a gente, rapidinho, sobre o que a instigou a começar a tocar e o que a faz tocar neste momento. Impulsionada pela geração de bandas das décadas passadas, Lulina tem um gosto bastante diversificado, ponderando bastante entre a MPB e a música internacional.

SEMPRE O NIRVANA...

“Na adolescência eu era muito fã de Nirvana, foi uma das bandas que mais me instigaram a  aprender a tocar guitarra. Hoje em dia já não escuto muito, mas continuo curtindo. Quando comecei a tocar em banda, gostava de Velvet Underground, PJ Harvey, Yo La Tengo e Mutantes.

Quem conhece a artista, não se espanta que ela goste bastante de música nacional, também pudera, com essa voz tão delicada e doce, ela não se sairia melhor do que cantando a nossa boa e velha MPB, com um toquinho de ironia e doses paliativas da influência do baiano Tom Zé em suas composições.

TODOS OS OLHOS...

“Até hoje gosto de todas essas bandas e de muitas outras. Gosto de Tom Zé, de Deerhunter, de Connan Mockasin, de Cidadão Instigado, de tanta gente com tantos estilos diferentes...

Mas não são eles que me fazem "persistir" na carreira, e sim apenas a minha vontade de me comunicar através da música. "Persistir" nem seria a melhor palavra, pelo menos no meu caso, porque não há um objetivo a ser alcançado, para que haja uma persistência. Minha relação com a música é mais baseada no prazer de fazer e de ver no que dá, sem muito planejamento ou expectativa.”

por Henrique Amorim

 

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SOUNDS GOOD TO ME TOO #10 Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

03/08/2012 ás 16:30h

Por: ReverbCity

SOUNDS GOOD TO ME TOO #10

Copacabana Club | Lembra do Copacabana Club? Claro! Então, eles lançaram um álbum ano passado, deram uma sumididinha, repaginaram-se totalmente e estão voltando, gravando música nova e fazendo shows esparsos por aí. Claudinha Bukowski, a baterista da banda, resolveu dar uma palavrinha com a gente sobre tudo que inspirou e a inspira a compor, a tocar e a gostar de música, sobretudo. 

É SEMPRE CULPA DA FACULDADE

“Sempre gostei muito de música, mas só depois que entrei na faculdade que conheci as bandas que realmente me influenciaram. Eu tinha alguns amigos que eram malucos por Pavement e Sonic Youth e me apaixonei por essas bandas. Mas acho que a banda que realmente me marcou e foi a minha favorita durante anos e anos foi o Jesus & Mary Chain. É difícil escolher uma única música, mas com certeza Sometimes Always, Head On, Between Planets, Just Like Honey estão entre as músicas que eu mais escutei em todos os tempos."

JESUS SALVA...

“Como naquela época a banda oficialmente tinha "acabado", não tinha muito o que acompanhar. Mas eu sempre ia atrás dos projetos paralelos dos integrantes. Quando eles anunciaram que estavam de volta, não acreditei. Assim que eles anunciaram os shows no site oficial eu dei um jeito de assistir a banda ao vivo."

... JÁ A VV MOSSHART...

“Eu ainda acompanho não só o Jesus & Mary Chain, como grande parte destas bandas que me influenciaram anos atrás, mas acredito que a maior parte do que eu escuto hoje em dia são bandas mais novas. O The Kills sem dúvida é a minha favorita do momento. Radiohead e Jack White (em todos os seus projetos) também estão entre os favoritos."

por Henrique Amorim

 

 

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SOUNDS GOOD TO ME TOO #09 Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

20/07/2012 ás 16:30h

Por: You! Me! Dancing!

SOUNDS GOOD TO ME TOO #09

Cambriana | Não sei se você já ouviu falar na Cambriana, provavelmente já... mas caso contrário: a banda surgiu em meados de 2010, quando Luis Calil começou a traçar os primeiros esboços do que viria ser o aclamado album de estréia da banda de Goiânia, o House Of Tolerance, lançado este ano. Depois disso, chamou os amigos e tudo virou o que já conhecemos: o Cambriana, que faz um indie rock  embalado por diversas influências, que vamos ficar sabendo aqui na Sounds Good To Me Too, que convidou o carro-chefe da banda, Luis Calil, para dar umas palavrinhas:

Prestes a lançar mais um EP em Agosto, a Cambriana não para. Escute Safe Rock, quarta faixa do disco House of Tolerance

SHE’S LOST CONTROL

“Pra maioria dos músicos deve ser extremamente difícil apontar uma canção específica que foi a faísca, mas eu sei exatamente qual foi a minha: "Shes Lost Control", do Joy Division. Ouvi pela primeira vez aos 17 - também foi meu primeiro contato com Joy Division e com post-punk - fui completamente seduzido, e pensei: "Não pode ser tão simples quanto parece, pode?"

ANTES OS RIFFZINHOS SAFADOS...

“O minimalismo da composição e do arranjo - um riffzinho safado tocado no baixo e uma guitarra fazendo 5 power chords - me deram a impressão de que eu não estava ouvindo a canção, mas sim o esqueleto dela - o encanamento, a fiação, as vigas. Ela desmistificou pra mim a ideia de criar música; não era mais algo nebuloso, acessível só a gênios natos ou músicos estudando harmonias complexas. Elementos simples, combinados do jeito certo, podiam virar algo muito maior.”

“Percebi que até o meu equipamento precário (um violão empenado, um teclado de criança, e um programa de bateria eletrônica no computador) e a minha habilidade mais precária ainda (conseguia tocar Sex Pistols e Ramones, e olhe lá) naquela época poderiam ser o suficiente pra criar algo que soasse grandioso e poderoso como "Shes Lost Control". Bastava experimentar, praticar e persistir.”

... E HOJE

“Hoje em dia eu ainda gosto de Joy Division e post-punk, embora não escute mais com tanta frequência. Meus gostos andam favorecendo bandas mais musicalmente complexas que o Joy, como, Fela Kuti, Grizzly Bear, Talking Heads, e também artistas eletrônicos como Burial e James Blake. Mas a lição de "Shes Lost Control" continua valendo.”

por Henrique Amorim

 

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SOUNDS GOOD TO ME TOO #07 Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

15/06/2012 ás 16:30h

Por: You! Me! Dancing!

SOUNDS GOOD TO ME TOO #07

Felizmente Brasília é muito mais do que Capital Inicial e outras bandas chocas. A nossa capital tem muito electrofreakness, principalmente com Lucy and the Popsonics. Fernanda e Pil aposentaram a bateria eletrônica (Lucy) e chamaram Beto Cavani, para comandar as baquetas da banda.

Stereo Total, Legião Urbana e Liberdade Condicional

“Eu sempre gostei de música, o que me influenciou muito foi quando ouvi The Downward Spiral do Nine Inch Nails. Eu ainda gosto e respeito o Trent Reznor profundamente, sempre quando sai algo novo eu escuto. O que me fez criar o Lucy and The Popsonics foi o Stereo Total. Passei anos escutando e acompanhando, mas não tenho acompanhado ultimamente.”

Fernanda Popsonic, voz e baixo

“Acho que a primeira música que eu quis ter e ouvir repetidamente foi “Marvin” dos Titãs. Lembro de ter assistido um clipe no Fantástico e de pedir para minha prima gravar em um K7. Hoje eu nem acompanho mais, só o Arnaldo Antunes. Já mais velho, quando conseguia juntar o dinheiro que sobrava do lanche da escola, comprava os discos da Legião Urbana. Quem, da minha geração, não tinha toda a letra de “Faroeste Caboclo” escrita no caderno do colégio?”

Pil Popsonic, guitarra

“Quem me despertou a vontade de tocar bateria não foi uma música específica, mas sim um baterista brasiliense chamado André Tourinho, das bandas "Liberdade Condicional" e "The Boys e Autoridade", na década de oitenta. Ele é o meu ídolo na batera. Infelizmente hoje em dia tenho pouco contato com a música dele.”

Beto Cavani, bateria

O que escuto é o que me inspira

“Blondie, Little Dragon, Goldfrapp, Lykke Li, TV on the Radio, Björk, Brian Eno, Jack White e por incrível que pareça Public Enemy,N.E.R.D., Run-D.M.C, Bob Marley...”

Fernanda Popsonic

“Não tenho novos artistas ou novas músicas que me instigam a continuar tocando. Eu tenho novas descobertas e elas não necessariamente estão associadas a uma questão cronológica. Recentemente, me aventurei na música negra e conheci melhor seus bastiões: Ray Charles, Stevie Wonder, Marvin Gaye, Miles Davis, Jorge Ben, Public Enemy... O artista mais novo dessa lista é dos anos 90, mas pra mim é novíssimo. E acho que é isso que importa na busca por novidades.”

Pil Popsonic

“Hoje escuto um pouco menos de Deep Purple e Black Sabbath e um pouco mais de The Fall e Gang of Four.  Fico motivado ao ouvir coisas novas como o Groove Armada, Spleen United e ...And You Will Knows Us by the Trail of Dead.”

Beto Cavani 

 

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SOUNDS GOOD TO ME TOO #06 Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

25/05/2012 ás 16:37h

Por: You! Me! Dancing!

SOUNDS GOOD TO ME TOO #06

Com pouquinho tempo de estrada, os suecos do You Say France & I Whistle já embarcaram para grandes festivais na Alemanha e, mais recentemente, no grandioso SXSW no Texas. Foi no meio dessa parafernália de instrumentos que Patrik Marcus (vocalista e guitarrista) nos deu uma palavrinha sobre as músicas que influenciaram e influenciam sua carreira. 

EURYTHMICS DE LEGO

“Meu interesse pela música começou por volta da década de 80. Meus pais sempre deixavam o rádio ligado ou tocando alguns discos lá em casa. Eu sempre tenho boas memórias daquela época, com  Eurythmics e John Farnham de fundo, enquanto eu montava uma torre de LEGO com cinco anos de idade. Eu posso até lembrar alguns trechos de músicas daquela época, mas eu não fazia ideia do que eram.”

 AXL ROSE DE SHORTINHO ROSA E O GRUNGE

“Meu primeiro disco foi o Use Your Illusion II do Guns, eu estava tão feliz e animado, que até esqueci que não tínhamos uma vitrola. Ainda bem que meus  vizinhos me deixaram passar o verão inteiro com fones de ouvido tentando entender aquele Inglês que vinha de maneira fragmentada em minhas orelhas suecas. Quando o grunge explodiu, eu curtia a MTV (que ainda falava de música) e vi Eddie Vedder, Kurt Cobain e Layne Stanley. Foi nessa mesma época que aprendi a tocar guitarra, junto com um monte de gente, que estava comovida com todo esse “feeling grunge.”

INVASÃO SUECA E O PJ

“Eu não me prendo a um estilo, escuto tudo, se uma música é boa... ela é boa! Eu tenho um orgulho da Suécia, temos o Shout Out Louds, a Lykke Lie o Miike Snow! Mas não posso deixar de notar o Perfume Genius e o Porcelain Raft.  E, lógico, sem esquecer do velho, minha banda preferida ainda é o Pearl Jam, minha zona de conforto na música.”

YOU SAY FRANCE & I WHISTLE 

“Não é meu trabalho descrever minha própria banda, mas eu a vejo como uma banda de rock, guiada pela energia e com influência de dance music. Com um toque da brisa daqueles verões que eu passei ouvindo grunge na casa da praia e nos meus vizinhos”

por Henrique Amoriom 

 

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SOUNDS GOOD TO ME TOO #05 Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

11/05/2012 ás 16:53h

Por: You! Me! Dancing!

SOUNDS GOOD TO ME TOO #05

Hoje batemos um papo rápido com a Monique Maion, a charmonse girl de cabelos bonitos e maquiagem excêntrica. Monique é um das finalistas do Festival Música Pra Todo Mundo, que vai escolher os dois nomes mais votados para  gravar um disco. 

Mas como será que tudo começou? Qual foi o gancho que levou Monique a seguir a carreira musical?

QUAL É A MUSICA? 

Não foi uma música que me instigou a tocar. Demorei alguns anos para começar estudar canto. Comecei tocando em bandas ginasiais como baixista ou pianista, mas quando ganhei de amigo secreto da minha avó o CD da Janis Joplin, em meus recém completados 15, meu mundo mudou.

OH LORD, WONT YOU BUY ME A MERCEDES-BENZ?

Deixei de lado o heavy e trash metal e decolei na psicodelia atrasada, em década errada, quando o forró tomava conta de todas as cantinas escolares. Comecei a cantar “Mercedes Benz” porque era a capella. Eu cantava por todos os lados. Na hora do intervalo do 1° B, no calçadão da Av. São João, onde esticava uma toalha para vender meus brincos de penas, até a galeria Ouro Fino, onde comecei a trabalhar na loja Kozmic Blues, que era 100% dedicada à Joplin.

Lá era uma farra e um paraíso. Finalmente tinha me livrado do mercado musical juvenil. Eu varria e cantava todo dia, o dia todo.  Sempre dava um jeito de cantar alguma coisa. Quando não tinha banda mandava “Mercedes Benz”. Pouco tempo passou e eu não agüentava mais essa música. Peguei um bode eterno, mecanizou. Processo natural dos hits.

MERCEDES-BENZ ATÉ NO KARAOKÊ

Em  2010, quando estávamos em turnê pela Europa, fomos ao MauerPark em Berlim e descobrimos o karaokê de verão. O cara é um tio gente boa, leva de bike uma TV e caixas de som low-fi, arma o karaokê no meio de uma arena velha com cerca de 2 mil pessoas ao redor, assistindo gente do mundo inteiro dando uma canja. Hilário! E eu, claro, cantei Mercedes Benz. Foi uma experiência deliciosa para o fim de relação.

E AS INFLUÊNCIAS? 

Na minha carreira a Janis foi o canal para encontrar a psicodelia, o blues, jazz, soul, enfim, meu campo de pesquisa que segue até hoje. 80% pesquisa histórica, 20% contemporânea. Tem ainda muitos artistas da década de 30, 40 e outras que são novos para mim e grandes escolas como: James Moody, Boswell Sisters, Ivie Anderson, Josh White & his Carolinians, Woody Guthrie. Já contemporâneos sou muito fã de Sharon Jones & The Dap Kings, Lee Fields & The Expressions, Palov & Mishkin, Charles Bradley, Wax Tailor, Clutchy Hopkins, Chris Joss, Air  ...esta lista é longa.

 

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SOUNDS GOOD TO ME TOO #04 Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

27/04/2012 ás 16:30h

Por: You! Me! Dancing!

SOUNDS GOOD TO ME TOO #04

Lucas Camporezzi, mais conhecido como vocalista das bandas João e Os Poetas de Cabelo Solto – que acabou de lançar o primeiro disco – e da Monndo nos cedeu uma breve história de como começou com a música até se formar em Música Popular pela UNICAMP.

“Apontar uma única música que me despertou interesse pra música é uma tarefa um tanto quanto complicada, no entanto me lembro que, em 91 ou 92, ganhei o Dangerous do Michael Jackson, e acho que até hoje eu sei cantar boa parte das músicas desse disco, depois veio a copa de 94 com os 3 tenores, cantava o funiculi funicula no banho a plenos pulmões.”

Podemos dizer que Lucas começou de uma maneira peculiar na música, mas sempre tem o endireitamento, seja de forma boa ou ruim:

“Mas não foram esse os discos que me levaram a estudar música. Até que na adolescência caiu na minha mão o Come On Pilgrim do Pixies e o Mellon Collie And The Infinite Sadness e o Siamese Dream do Smashing Pumpkins, então a coisa mudou de figura, entre ensaios na sala quente do meu amigo, tentava entoar a melodia de “Mayonaise”, que música! Tempos depois, caí no heavy metal, tive minha fase metaleira com muito orgulho, mesmo sendo um cabeça dura radical na época, pois foi ela quem me levou a estudar música com mais afinco. Inicialmente tocava bateria, depois guitarra e finalmente por falta de vocalista na banda fui cantando, cantando e deu no que deu.”

E a melhor parte, que não poderia faltar pra ser apreciada nessa vida de indie rock sofredor que temos, é claro:

“Passada a fase metal, outra grande e atual paixão veio nos anos 2000, o indie rock, com Strokes, Killers, Franz, voltou o Pixies, o Smashing na minha playlist, como muitas bandas que deixei passar da década de 90. O Jazz, inicialmente com Ella Fitzgerald e Chet Baker, a MPB com Tom, Elis, Caymmi, Chico, Caetano, Milton também foram grandes influências pro estudo continuar."

E agora?

"Hoje o que me move principalmente é esse rock alternativo, preocupadamente despreocupado, ouço muito bandas como Arcade Fire, White Lies, The National, Radiohead, PJ Harvey, Foals, Emilie Simon, Gogol Bordello, Girls entre tantos outros, juntos com as outras influências, uma mistura que no fim faz sentido pra mim. Posso circular por outros estilos sem me sentir um estranho no ninho! "

Duas bandas, dois universos...

“Por isso gosto de cantar o indie rock mais direto da Monndo e o rock alternativo com influências da MPB e do Jazz que a João e os Poetas faz, a língua também, uma em inglês, e outra em português, que é uma outra discussão, mas na minha opinião define muito a sonoridade de cada banda também.”

 

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SOUNDS GOOD TO ME TOO #03 Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

30/03/2012 ás 15:17h

Por: You! Me! Dancing!

Antes de entrar para o Jennifer Lo-Fi, a adorável Sabine Holler já se arriscava MySpace, por volta de 2007-2008. Logo ela cativou a todos com a doce “The Bear On Its Cavern” e “Clementine”. Poucos anos depois o Jennifer Lo-Fi lançava o seu primeiro EP.

Sabine é a vocalista da banda que já conta com três extended-plays e está preparando algo maior pra esse ano (crossing fingers). O último lançamento deles foi  produzido por Chuck Hipolitho, ex-Forgotten Boys e integrante do Vespas Mandarinas.

Sabine é de uma geração mais recente, dá época em que o emo imperava. Ela não conseguiu escapar deste encosto... “Comecei a escutar musica em uma época turbulenta da minha adolescência quando tinha uns 13, 14 anos. Gostava de música triste. Eu tinha acabado de me mudar para a Itália com minha irmã mais velha e me prendi muita na música de artistas que curtem cantar sobre uma fossa. Fui descobrindo o mundo da música indo atrás de coisas que minha irmã gostava e através de muita Internet.”

Ainda bem que não era só essa vertente do rock que sabia falar sobre fossa! Com essa avidez por coisa nova, Sabine começou a ir atrás de coisas cabisbaixas, mas com um toque de poesia e classe por trás de tudo. Foi aí que encontrou o Death Cab for Cutie, Elliott Smith, Belle and Sebastian e o Jeff Buckley, sem esquecer do noise do Sonic Youth. Tudo isso naquele MP3 player bem antigão que vendia na Casas Bahia de 256 MB, segundo ela.

“Conforme meu interesse por música foi crescendo, fui conhecendo novos artistas com os quais me identificava cada vez mais. Adoro conhecer coisas novas e renovar minha playlist dos mais tocados no iTunes. Acho que me apaixono por artistas, e aqueles que me fizeram descobrir a música, são um pedacinho de mim por terem feito parte daquela época.”

Como podemos perceber pelos vídeos, melodias e letras do próprio Jennifer Lo-Fi, esse lado poético de falar tudo que pensa de maneira, talvez, bonita, não ficou pra trás no passado de Sabine – “Minhas principais influências são cantoras viscerais, como a Björk e a Elis Regina, gosto de música que coloca pra fora mesmo”. 

Como todos precisamos de renovação, não é por menos que Sabine tá sempre se atualizando: “procuro sempre ir atrás de artistas novos e meu gosto muda a cada segundo, ano passado tive uma onda de escutar música experimental screamo, como Rolo Tomassi. Agora tenho escutado muita musica eletrônica, dentro disso o brasileiro talentosissimo, Amon Tobin, tem ficado entre meus preferidos, assim como uma onda como Mount Kimbie e James Blake que têm me inspirado bastante.”

por Henrique  Amorim

 

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SOUNDS GOOD TO ME TOO #02 Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

02/03/2012 ás 16:30h

Por: You! Me! Dancing!

Na nossa primeira SOUNDS GOOD TO ME TOO falamos com Magoo Felix, baterista do Twinpine(s) e agora é a vez de Bianca Jhordão, vocalista/guitarrista do Leela e do Brollies & Apples, duas excelentes bandas nacionais. Para voltarmos com nossa coluna e engatarmos ela de vez, chamamos a Bianca pra contar o que fez ela começar e o que faz ela continuar na música.

No Leela,  Bianca faz um rock um pouco mais leve, que consegue conquistar uma turma mais jovem, com seu ritmo mais contagiante – tanto é que eles foram a banda de abertura da Avril Lavigne há algum tempo. Enquanto isso, no Brollies & Apples, o ritmo muda totalmente, encontrando uma vertente mais experimental e sintética.

Assim como qualquer um que se preze da sua geração, o grunge foi uma grande influência. O Nirvana foi o grande mártir, que fez Bianca entrar de corpo e alma na sua carreira musical, mas antes disso ela curtia um som ainda mais pesado do que o já sujo grunge de Seattle:

“Quando adolescente, curtia muito metal, guitarras rápidas com solos complexos, vocais guturais e batidas de pedais duplos...” Até que...  “Daí eu conheci o Faith No More através de amigos (antes mesmo do Mike Patton entrar, época do “We Care A Lot”) e comecei a me interessar por um som mais alternativo. Quando o Nirvana apareceu com o clipe de “Smells Like Teen Spirit” fiquei vidrada na união de melodia, guitarras sujas e acordes simples.”

“Meu pai estava na Europa na época  e pedi para ele trazer o “Nevermind”, que ainda não havia chegado ao Brasi e ele trouxe uma edição especial, que vinha numa caixa de papelão sensacional. Eu já fazia aulas de violão e passei a acreditar que também poderia tocar guitarra e ter uma banda. Até hoje sou fã de Nirvana e continuo a ouvir seus álbuns e tocar suas músicas.”

Mas é claro que nem todo mundo vive de passado, certo? Por isso também pedimos pra Bianca listar algumas coisas que fazem ela continuar, acreditar e persistir em sua carreira – coisa que não é fácil hoje em dia... E não é que ela te tem um gosto incrível! Olha a lista:

“Atualmente curto ouvir o som do Arcade Fire, Yeah Yeah Yeahs, Peter Bjorn and John, PJ Harvey, Husky Rescue, The Kills, LCD Soundsystem, !!!, Muse, Radiohead, The Ting Tings, The xx… Esses artistas estimulam minha criatividade na busca por novos sons e novas composições.”

 

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