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GOT MILK? Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

07/03/2009 ás 12:14h

Por: Eduardo Salvalaio

GOT MILK?

Filmes como ‘Milk’ (no Brasil com o título de ‘Milk – A Voz da Igualdade’) chegam na maior expectativa. Além de candidato a possíveis premiações, o longa tinha 3 trunfos. O primeiro seria capturar a estória verídica de Harvey Bernard Milk, político americano assumidamente homossexual, o que por si só, já o torna um personagem emblemático dentro da conservadora sociedade dos EUA. Os outros dois são facilmente identificáveis para os cinéfilos, em geral: ter a direção de Gus Van Sant (‘Paranoid Park’ e ‘Elephant’ são belas referências do diretor) e vir com toda uma ênfase em Sean Penn (uma vez que ele teria que trazer vida ao personagem principal).

Os trunfos se realizam e se completam. A história do político é bem traçada na tela. O estilo de vida dos anos 70 é bem transposto para o filme. O figurino te transporta fielmente para uma San Francisco dos anos 70. As vestimentas em si, os tons pastéis das roupas, até o jeans desbotado dos personagens trazem vida ao que vemos. Gus Van Sant fez uma pesquisa minuciosa sobre os fatos da época. Ele consegue trazer imagens e notícias reais misturadas e equilibradas ao fictício. Houve um cuidado primoroso em caracterizar os personagens do filme com os da vida real, de carne e osso . E isso vale pelas semelhanças dos vários traços físicos (a exemplo dos cortes de cabelo).

A trilha sonora é discreta. O diretor optou em dar mais destaque aos diálogos inteligentes e deixar a música quase num segundo plano. Contudo, ela está lá, quer seja no instrumental bem delineado pelo já experiente Danny Elfman (ex-Oingo Boingo) ou mesmo em hits da era Disco como ‘You Make Me Feel (Mighty Real)’ do Sylvester. E não poderia esquecer do camaleão David Bowie com a maravilhosa ‘Queen Bitch’ de 1971.

 

‘Milk’ vem consolidar Gus Van Sant como um dos melhores diretores da atualidade. Enquanto mostra um sempre maduro e seguro Sean Penn, revela outros bons atores (a propósito, Emile Hirsch). Muito mais que isso, consegue englobar entretenimento com documento socio-político, sem nada soar enfadonho.

escrito por Eduardo Salvalaio


 

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BATTLE ROYALE Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

21/04/2008 ás 18:23h

Por: Eduardo Salvalaio


Faça o seguinte: coloque o termo "Battle Royale" no Google e veja os resultados. Vai chover informações acerca de um famoso mangá japonês em que a narrativa é centrada num programa desenvolvido pelo governo do Japão para fazer os jovens disputarem uma espécie de jogo de assassinatos onde a finalidade é restar apenas um sobrevivente. Chocante, não? Quanto à banda, ao quarteto de Minneapolis? Nada. No Myspace, algumas coisas são apresentadas pela própria banda. Na humilde opinião de seus componentes, eles “fazem um mix ruim de quase tudo”. Humildade, gente, isso aí. Nada de rótulos porque os mesmos são tão complicados.

As primeiras canções não possuem nada de original. Se você já escutou Devo, Panic! At The Disco, The Rapture, The Teenagers, The Whip, ou qualquer outro grupo em favor das pistas de dança, sinta-se em casa. Músicas aceleradas que sequer te fazem ter fôlego e te deixam em estado de vertigem, o electro-pop habitual com seus sintetizadores dando o abre-alas, batidas pulsantes e acentuadas, vocais femininos e masculinos contracenando a todo tempo. Não há muito que falar, e por vezes, a mistura soa enfadonha. 


Até que, por uma brincadeira do grupo, por uma questão de querer praticamente fazer uma espécie de ‘Lado A, Lado B’ (mesmo em tempos de MP3), a partir de Scream Scream, praticamente a metade do disco, eis que o quarteto adere à uma faceta mais folk, ou até mesmo psycho-folk. Desligam-se os samplers, tira-se um pouco da barulheira e do dèjá-vu dançante e temos uma gaita, um violão dedilhado, uma bela melodia e coro de vozes se revezando (algo beirando a capela) e deixando, para nós, canções bonitas sem perder o charme do experimentalismo. Um bom motivo para você ir até a faixa 11 - para ter certeza se alguma surpresa não está por vir - mas fica nisso. Um disco totalmente dançante e barulhento até a faixa 6, elaborado em belas bases folk, sem perder o toque experimental, da música 7 até o seu final. Mesmo não pertencendo ao disco comentado aqui, vale conferir a banda nesse vídeo do Youtube:

 


escrito por Eduardo Salvalaio 

 

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SAY HI Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

21/04/2008 ás 0:00h

Por: Eduardo Salvalaio


Antigamente, Say Hi To Your Mom. Em 2008, redução do nome. Agora, só Say Hi. Nem tanto uma banda, um projeto de um homem só, Eric Elbogen. Valendo-se de um programa de computador, fazendo colagens sonoras, incorporando samplers mil, o músico compõe 11 faixas. Hora dançantes, hora lembrando o indie-pop comum, mas com destaques possíveis para deixar hits memoráveis e ouvintes alegres. Isso já pode ser comprovado desde a abertura com Northwestern Girls.

Batidas lembrando palmas em Shakes Her Shoulders. Sintetizadores descontraídos e samplers de guitarras na grudenta Toil And Trouble. Eric ousa compor momentos mais estruturados, melódicos e líricos, a propósito de Oboes Bleat And Triangles Tink e Magic Beans And Truth Machines. A melhor do disco, Apples For The Innocent, assume uma postura mais visceral, crua e totalmente experimental. Linhas potentes de baixo, uma batida impecável e é intercalada por espasmos de loucura psicodélica. Woooh!


Assim é o mundo do Say Hi. À bem da verdade, de Eric. Um cara que – graças a essa tecnologia avançada – saiu do lugar comum e resolveu fazer música. Quize anos atrás seria impossível tal façanha. Hoje, não! São muitos que tentam, mas ficam na obscuridade. Apesar de certa repetição no disco, Eric mostra que não precisamos de muita assessoria financeira e pessoal para colocarmos nossas idéias em práticas. Ele colocou as dele.

 


escrito por Eduardo Salvalaio 

 

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THE WHIP Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

24/02/2008 ás 13:18h

Por: Eduardo Salvalaio

O que você conhece da cidade inglesa chamada Manchester? Para muitos internautas que não acompanharam o boom musical dos anos 80, a resposta mais correta seria o notório time de futebol local. Tudo bem. Acontece que Manchester, desde os tempos do famigerado clube noturno Hacienda, foi uma cidade incubadora de muitas bandas boas que surgiram na música internacional. E que continuam influenciando a cena até hoje.   

Se aproveitando dessa marca, o The Whip – que também nasceu lá – faz um som em prol da pista de dança, com um pé nos anos 80 (muitas semelhanças com New Order ou até mesmo o techno-pop da década) sem se esquecer de sonoridades atuais, como LCD Soundsystem, Digitalism e Simian Móbile Disco. Pronto. A receita infalível para chacoalhar nas pistas é certeira. Com riffs de guitarras, maciças camadas de sintetizadores e refrões grudentos (embora as letras sejam infantilóides e geralmente não possuem mais de 4 frases), o quarteto mostra que já é um dos mais hypados de 2008 na cena eletrônica.
   


 

Os destaques ficam para a abertura de Trash com seus riffs pesados de guitarra, Save My Soul com um clima oitentista e saudosista lembrando os melhores momentos do techno-pop, Frustation com seus lindos sintetizadores e que consegue fundir um New Order com o melhor do LCD Soundsystem (acredite) e Sirens com sua sonoridade menos eletro e mais voltada para o indie-pop. Esta última, uma das melhores do disco. Nada de novo...Original muito menos. Porém, o álbum rola tranqüilo no seu player, e isso hoje em dia já é vantagem. Até ser esquecido, dá para ser aproveitado muito ainda. E o clima de festa é fato, como pode ser comprovado num desses clipes de shows da banda em 2007:


 


escrito por Eduardo Salvalaio

 

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