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WHY POPSTARS CANNOT... #2 Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

03/12/2010 ás 9:35h

Por: Gilberto Custódio Jr

WHY POPSTARS CANNOT... #2

Quem diria que o Teenage Fanclub, ao lançar o oitavo álbum de carreira, iria emplacar um hit de pista tão bom quanto é “Baby Lee?

Canção feliz, para cima, deixa todo mundo com vontade de pular de um lado para o outro. Coisa que no escurinho de uma pista de dança, depois de umas cervejas a mais na cabeça, é a coisa mais fácil e gostosa de fazer.

Baby Lee”, a começar pelo nome, é uma canção bem simples, típica dos escoceses: um riff ganchudo de guitarra, uma melodia pop perfeita e refrão que nos deixa com vontade de cantar junto. Certamente um dos melhores singles de 2010.

 

Feliz é aquele que aproveitou a Sale da T-shirt e aproveitou a deixa e levou o Button que a Reverbcity já fez!

 

por: Gilberto Custódio Jr.


 

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10 MELHORES LIVROS... Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

30/11/2010 ás 16:18h

Por: Gilberto Custódio Jr

10 MELHORES LIVROS...

1. "Mais Pesado Que o Céu: Uma Biografia de Kurt Cobain", de Charles R. Cross (Globo)

 Um calhamaço de 450 páginas que é muito mais do que apenas a biografia do Kurt Cobain. Explica também todo o contexto que envolveu o surgimento do Nirvana e é esse o grande tesouro, pois aí temos palavras e entrevistas com o pessoal da K Records, toda a cena riot grrrl, Sub Pop, Kill Rock Stars e obviamente muito grunge. Portanto é um livro obrigatório não só para fãs do Nirvana, mas para todo mundo que tem interesse no rock alternativo norte-americano dos anos 80 e início dos 90.

 

2. “Mate-me Por Favor”, de Legs McNeil e Gillian McCain (L&PM)

 O livro mistura a história do surgimento do punk nova-iorquino com muitas fofocas picantes da época, contada pelos próprios personagens. Curte ler sobre sexo, drogas e rock’n’roll? Então mergulhe de cabeça nesse livro e boa diversão. Vale dizer que a primeira edição, lançada no Brasil em 1997, com essa capa laranja e o nome do livro escrito bem grande, causa certa comoção se exibida em locais públicos. Um verdadeiro clássico.

 

3. "Noites Tropicais", de Nelson Motta (Objetiva)

 Outro livro cheio de fofocas, mas contadas pelo próprio Nelson Motta, que mistura sua própria biografia com a história da música popular brasileira, começando pela bossa nova e indo até o rock nacional dos anos 80. São quase 500 páginas que passam rapidamente, pois o delicioso texto flui que é uma beleza e as histórias são fantásticas. O capítulo do Tim Maia é tão bom e engraçado que recentemente Nelson Motta lançou um livro inteiro só dele.

 

4. "Barulho", de André Barcinski (Paulicéia)

 Lançado em 1992, numa época difícil para encontrar livros de rock em português, quanto mais um livro sobre rock underground, Barulho fez história. Esse livro é grande responsável pela minha formação musical. Na época eu tinha 14 anos e ouvia muito metal e punk, tanto que comprei o livro na Woodstock (veja o sticker na capa), loja de discos famosa para quem curtia um rock mais agressivo. Com o livro comecei a ir fundo em minhas pesquisas sobre rock alternativo e o resto é história.

 

5. "Para Colorir", de Ricardo Cury (Independente)

 A belíssima capa mostra torres de CDs simulando uma claustrofóbica paisagem urbana. O livro contém diversas crônicas autobiográficas de Ricardo Cury, músico baiano que já foi baterista do brincando de deus. Nem tudo é sobre música, mas boa parte do livro é dedicada as aventuras de Cury e banda por São Paulo, pelos palcos de Salvador e todas roubadas que uma banda independente nacional tem direito. Recheado com notável bom humor, não é difícil dar gargalhadas de doer a barriga durante a leitura de “Para Colorir”.

  

6. "BRock - O Rock Brasileiro Dos Anos 80", de Arthur Dapieve (Editora 34)

 Por causa desse livro perdi um pouco do preconceito que tinha do rock nacional dos anos 80. Passei a dar mais atenção às bandas do chamado BRock. No livro temos pequenas biografias sobre as principais bandas da época, muito bem escritas por um dos melhores críticos musicais do país, que é Arthur Dapieve. É uma boa introdução para quem deseja conhecer mais sobre essa fase do rock brasileiro. Caso deseje ir mais a fundo, recomendo “Dias de Luta”, do Ricardo Alexandre e “O Diário da Turma 1976-1986: A História do Rock de Brasília”, de Paulo Marchetti.

 

7. “Emissões Noturnas – Cadernos Radiofônicos de FM”, de Fabio Massari (Grinta)

 Temos aqui diversas entrevistas feitas pelo Fabio Massari, que foram ao ar via rádio no programa Rock Report, da 89 FM paulista. Eu ouvia esse programa toda semana e foi através dele que descobri o Sonic Youth, por exemplo. Antes da MTV, antes da internet, programas de rádio eram um dos únicos meios para ouvir novas bandas.  Devido a importância que Fabio Massari teve em minha vida (ele também apresentava o Lado B, na MTV), esse livro obviamente é obrigatório.

 

8. "Beijar o Céu", de Simon Reynolds (Conrad)

 Crítico musical inglês, Simon Reynolds escreve de forma brilhante, sempre muito sensato e com referências que vão além da música, pegando contexto político e social, recheado com muita informação pop. “Beijar o Céu” reúne algum de seus artigos. É uma versão resumida de “Bring The Noise”, calhamaço lançado na gringa. Destaque para a profunda análise de “Viva Hate” do Morrissey e artigo sobre The Fall. Essa coleção da Conrad, chamada Iê Iê Iê, lançou livros na mesma linha de críticos de renome como Lester Bangs e Greil Marcus. Recomendo todos.

 

9. "Punk - Anarquia Planetária e a Cena Brasileira", de Silvio Essinger (Editora 34)

 A história do punk todo mundo já sabe, mas o grande barato desse livro é justamente o espaço dedicado a história do punk nacional. Felizmente ela consiste em boa parte do livro (não se deixe enganar pela capa), então caso tenha interesse em grupos como Cólera, Olho Seco, Garotos Podres, Os Replicantes e afins, não deixe de adquirir esse ótimo livro.

 

10. "Tropicália", de Carlos Calado (Editora 34)

 O movimento tropicalista brasileiro é fascinante e Carlos Calado conta toda a história nesse livro, tim tim por tim tim. Intercalando com o contexto histórico do Brasil nos anos 60 e 70, é leitura básica para quem se interessa pelo assunto. A discografia básica no final do livro serve como ótimo guia para iniciantes.  

 

Gilberto Custódio Junior

 

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24/10/2010 ás 12:10h

Por: Gilberto Custódio Jr

WHY POPSTARS CANNOT...

Why Popstars Cannot Dance #2...Um dos recentes hits que mais marcou as pistas de dança é, sem dúvida nenhuma, “Young Adult Friction”, da banda nova-iorquina The Pains Of Being Pure At Heart. Presente no primeiro álbum da banda e lançada como single em 2009, ela começa somente com uma simples batida de bateria, suficiente para arrancar gritos dos mais entusiasmados da pista, que reconhecem a banda e já preparam a guitarra imaginária.

Aliás, um dos maiores destaques dessa canção é que não existe nenhum elemento eletrônica presente. Num momento aonde quase todos os hits atuais de pista de dança apelam para os batidões eletrônicos, a simplicidade do Pains é ainda mais vibrante!

By the way, para eternizar o acerto dessa banda, a Reverb também acertou na camiseta que estampou com os nova-iorquinos da vez!

escrito por Gilberto Custódio Junior

 

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THE WORD @ CHANNEL 4 Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

26/04/2010 ás 15:05h

Por: Gilberto Custódio Jr

THE WORD @ CHANNEL 4

Olá Tony, tudo bem? Espero que sim!

Deixa te contar uma história curiosa que aconteceu comigo outro dia! Eu e meu irmão nos mudamos recentemente para uma nova casa. Fizemos algumas transferências de contas, impostos e tudo mais, mas outro dia, quando eu estava sozinho em casa, lá pelas dez da manhã, a campainha tocou. Abro a porta (as casas daqui não tem portão) e dou de cara com um sujeito emburrado, que perguntou se a gente tinha TV em casa. Respondi a verdade, disse que não, que a gente não tem TV e nem pretendemos ter uma. Aí ele perguntou se a gente tinha computador. Respondi que sim. Aí ele saca um formulário e um boleto bancário e disse que a gente tinha que pagar a “TV License”. Eu nunca tinha ouvido falar disso!

Argumentei que a gente não assistia nenhum canal inglês no computador, mas mesmo assim ele disse que a taxa tinha que ser paga. Como estava sozinho em casa, disse que ia consultar meu irmão e que era para ele voltar outro dia. A taxa custa 143 libras por ano. Ele disse que a gente estava correndo o risco de ser multado em 5.000 libras, caso essa taxa não fosse paga. Infelizmente, depois de conversar com meu irmão, descobri que essa taxa tem que ser paga e ponto final. "Caramba, agora entendo porque tem uma galera que desiste de tudo e vai viver no meio do mato", pensei.

Aí um dia, passeando pelo YouTube, comecei a pesquisar sobre alguns programas da BBC que já havia ouvido falar muito bem, numas de “já que estou pagando, vou assistir”. Um desses programas é o The Word, que passava no Channel 4 no começo dos anos 90. Esse programa tinha entrevistas, jogos, curiosidades e o mais legal: música ao vivo. Como passava tarde da noite numa sexta-feira, as bandas que iam tocar aproveitavam para zoar o barraco a vontade. E disso, resultaram alguns momentos memoráveis, dos quais destaco alguns a seguir:

Nirvana, “Smells Like Teen Spirit” (ao vivo The Word, 1991)

Primeira vez que o Nirvana tocou num programa ao vivo de televisão. Nessa época Kurt Cobain namorava a Mary Lou Lord, mas isso não o impediu de dizer pro todos presentes que a “Courtney Love, cantora do sensacional grupo pop Hole, é a melhor foda do mundo”. Vale mencionar a camiseta que ele usa, do Captain America, banda do ex-Vaselines Eugene Kelly, que depois mudaria o nome para Eugenius.

L7, "Pretend Were Dead” (ao vivo The Word, 1992)

Além dessa ser uma versão ao vivo simplesmente matadora e empolgante desse clássico do L7, no final a vocalista/guitarrista Donita Sparks abaixa as calças e a calcinha, expondo a bunda e por um breve momento um nu frontal que foi ao ar para toda Inglaterra (lembre-se: o programa era ao vivo).

Rage Against The Machine, “Killing in the Name” (ao vivo The Word, 1993)

Uma coisa que sempre acontecia no programa era a participação ativa do público presente, sempre agitando bastante. Pois nessa apresentação a algazarra foi tanta que a banda nem conseguiu terminar a música, o público invadiu o palco, pegou o microfone e todo mundo começou a gritar “fuck you, I won’t do what you tell me!!”. Histórico!

Oasis, “Supersonic” (ao vivo The Word, 1994)

O que dizer dessa primeira apresentação para TV do Oasis, tocando a clássica “Supersonic”? Não foi a toa que nos anos seguintes eles se tornaram a maior banda de rock da Inglaterra (e para muitos, do mundo).

Huggy Bear, “Her Jazz” (ao vivo The Word, 1993)

Esse eu escolho pois o Huggy Bear, banda que iniciou o movimento riot grrrl inglês, é uma antiga paixão. Eu adoro e coleciono todos os discos dessa banda e foi com extrema alegria que descobri esse vídeo, aonde a banda mostra toda sua potência sonora e atitude ao vivo. “This is happening without your permission!”.

Daisy Chainsaw, “Love Your Money” (ao vivo The Word, 1992)

Essa é outra que eu gosto bastante, “Love Your Money” com uma das principais bandas do movimento indie-crust dos anos 90. A vocalista está visivelmente alterada, pulando para lá e para cá como uma insana, com os dreads voando e uma roupa toda rasgada, típica dos crusties. Sensacional.

Por enquanto é isso. Querem saber mais sobre o The Word? Fiquem com esse site, que presta um tributo, o Mega Word. Tony, aguarde que amanhã te mando mais algum texto sobre os shows que ando vendo por aqui!

Abraços e se cuida mate!

Gilberto

carta escrita por Gilberto Custódio Junior (Lazer Guided Melodies)

 

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THE SPECIALS - GHOST TOWN Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

23/02/2010 ás 18:09h

Por: Gilberto Custódio Jr

THE SPECIALS - GHOST TOWN

Hey Tony-boy!

Conforme prometido, vou começar a te enviar alguns hits de pista que sempre rolam por aqui. Escolhi uma faixa - das mais famosas e talvez menos óbvia para os brasileiros - para tocar aqui hoje. Veja se é mais ou menos isso que tinha pensado quando me sugeriu a pauta?  

Why Popstars Cant Dance # 1: The Specials, "Ghost Town"

Indiscutivelmente a música que mais faz sucesso nas pistas hoje em dia é "Ghost Town" dos The Specials. Lançada em 1981, a canção é um fenômeno desde então. Apesar de não ser explicitamente indie, até hoje ela sempre marca presença nas pistas entre um Franz Ferdinand e Blur, por exemplo.

Essa semana o The Specials está na capa do famoso semanário NME, o que reforça o fenômeno. A banda promove uma mistura de ska, funk, reggae, rnb e rockabilly e agrada todo mundo, do fã de hip hop ao indie kid, da patricinha ao punk, do tiozinho careca ao clubber. A capa é em comemoração ao show de volta que vão fazer no final de março.

"Ghost Town" chegou ao número um nas paradas inglesas em 1981 e assim permaneceu por três semanas, ultrapassando a marca do um milhão de cópias vendidas. Alguns dizem que essa é a música mais estranha que chegou ao número um das paradas. O tema principal da canção é o desemprego e o clip mostra a banda andando por uma cidade vazia.

Pode ser coincidência, mas até hoje em toda pista de dança que tive oportunidade de ir essa música sempre tocou, para felicidade dos presentes, que sempre soltam gritos de felicidade assim que ela começa e se acabam de dançar durante os quase seis minutos que dura a versão extendida, a predileta da galera.

Semana que vem prometo vir com um hit mais indie... hehehe. Ainda hoje se der tempo mando um texto sobre uma banda nova que eu adoro.

Abs!

Gilberto

escrito por Gilberto Custódio Jr

 

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CASIOTONE @ LEXINGTON Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

01/02/2010 ás 14:19h

Por: Gilberto Custódio Jr

CASIOTONE @ LEXINGTON

Falaaa Tony!

Como vão as coisas por aí? Soube que andou de cama... Espero que esteja melhor.  Como te disse, estou em processo de mudança, já estou estabelecido na nova casa, mas no momento estou sem internet e não tenho previsão de quando vão instalar. Isso está se tornando um problemão, pois tenho que usar a rede em cafés e ainda não estou acostumado com isso.

Anyway, deixa eu aproveitar que estou conectado no momento e te contar sobre Casiotone for the Painfully Alone ! Confesso que nunca tinha ouvido, mas uma série de fatores me levaram a comprar o ingresso antecipado para ver ao vivo no Lexington. Uma que o show seria no Lexington, um dos meus locais prediletos para ver show ao vivo em Londres. E outra que a Camila, amiga de Londres e dona do maravilhoso selo WeePOP! Records, ia no show e havia me dito que gostava bastante. Confio no gosto musical dela. Se ela disse que gosta, é bem capaz de que eu goste também. A mesma coisa com uma amiga de São Paulo, a Patricia Colli (aquela que faz os fanzines e as camisetas mais fofas do mundo), que mais de uma vez me disse que curtia e que até já visto show na gringa. Fora essas boas indicações, quem iria produzir o show era a Upset The Rhythm, coletivo de Londres que lança diversos discos legais e trás para os palcos da cidade as bandas mais inventivas e originais do planeta hoje em dia. Poderia escrever um monte sobre a Upset, mas apenas vou sugerir que entrem na página deles e clique no “about” e depois em “press”, para ter noção da importância do Upset The Rhythm para a cena alternativa e independente de Londres. Enfim, por essas e outras, adquiri meu ingresso sem saber o que iria encontrar pela frente. Então numa gelada sexta-feira a noite, partimos rumo a aventura.

Esqueci de dizer que a banda de abertura seria o Veronica Falls e desses eu já cansei de falar. Foi um ótimo show, eu já sabia que ia adorar e foi mais uma razão para ter saído de casa. Já tinha visto eles antes e essa banda é uma das minhas apostas para 2010 e não só minha, mas na edição da NME aonde eles apontam quem vai estourar em 2010, perguntaram ao The Pains Of Being Pure At Heart quem eles acham e o nome Veronica Falls surgiu em primeiro lugar.

Na programação da noite estava escrito que a próxima banda seria o His Clancyness, mas quem começa a montar toda a parafernália em cima do palco é o próprio carinha do Casiotone for the Painfully Alone, segundo Camila, que já tinha visto show dele antes, me disse na hora. Ele carregou uma mesa vermelha pro centro do palco. Em cima dessa mesa pude contar mais de uma dúzia de teclados das mais diversas cores, tamanhos e formatos, que presumo serem todos da marca Casio – daí o nome do projeto. O cara nem precisou ligar nada, não precisou emitir nenhum som e nem abrir a boca: eu já tava adorando tudo. Sabia que o show seria algo muito especial. E foi mesmo.

A sonoridade obviamente é bastante lo-fi, a bateria eletrônica, por exemplo, são aqueles ritmos que vem no próprio teclado, tipo “samba”, “salsa” e por aí vai. Quem já viu um teclado deve saber do que estou falando. Acontece que ele sobrepõe todas essas batidas... a medida que a canção segue, ele coloca uma batida em cima da outra, desliga uma, liga outra e enquanto isso vai tocando notas melancólicas nos teclados e contando histórias por cima de tudo. É algo, no mínimo, genial. Na verdade, estava tudo tão bom que não acredito ser possível o cara fazer tudo só com tecladinhos, deve ter algum sampler no meio de todos aqueles equipamentos. No meio das canções ele conversa bastante com o público, faz piadinhas, responde perguntas, atende pedidos, muito legal. Gravei dois vídeos aonde dá para ver tudo isso que escrevi. Ficaram ótimos.

Depois entrou o His Clancyness, mas sinceramente eu nem tinha mais cabeça para ver nada. Deu para perceber que era um som meio etéreo, sei lá, nem curti muito. Fiquei ali perto do bar bebericando uma pint de Guinness e trocando ideia sobre o show e a vida em geral. Depois comentei com Patricia sobre o show e ela disse: “No show que eu vi ele nao falou muito, eu fiquei vendendo merchadisng e no final do show as pessoas chegavam nele e contavam historias pessoais de relacionamentos - uma mais esquisita que a outra, e pediam o conselho dele! Olha dava pra fazer um zine!”..rs

Até a próxima conexão, cuide-se, my friend!

Gilberto

escrito por Gilberto Custódio Junior

 

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TWEE AS FUCK @ Buffalo Bar Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

11/01/2010 ás 1:55h

Por: Gilberto Custódio Jr

   

Londres, 11/01/2009

Hey Tony-boy!

Antes de te contar sobre a primeira edição da festa "Baby Honey" que rolou semana passada aqui em London no Buffalo Bar, tenho que tecer algumas palavrinhas sobre a "Twee as Fuck", balada que antecedeu essa. Ela surgiu na cena londrina há cerca de três anos e lentamente foi criando um hype em torno de seu nome. Devido ao sucesso, as festas começaram a encher de pessoas que fogem do despretensioso esteriótipo indiepop de ser. Essas pessoas foram acusadas de serem “fashionistas”, ou seja, aqueles famosos “modinhas”, pessoas sem personalidade que seguem a onda da maioria. Pode ser bobeira e viagem de minha parte e provavelmente é, já que não frequentei as festas, somente fui em algumas bem no começo, mas fato é que surgiram alguns boatos nesse sentido em listas de discussão, fóruns e blogs especializados. Seja lá como for, a Twee as Fuck já produziu shows de muitas bandas legais, algumas legendárias como os Pastels, The Primitives e Would-Be-Goods e outras novas bem legais, como Pains of Being Pure at Heart, Days e Pocketbooks.

Além de produzirem a festa mensalmente, a Twee as Fuck também é um fanzine (lançaram seis ótimas edições), também é uma gravadora (lançaram dois compactos) e criam lindos flyers, todos temáticos. Infelizmente, a festa acabou, mas sua última edição estava lotadaaa. Eu cheguei meia hora antes da abertura da porta e já tinha fila. O Buffalo Bar é um lugar pequeno, deve caber umas 150 pessoas. Tem que ficar perto do palco para conseguir ver alguma coisa, já que ele não é muito alto. Foi o que fiz quando a primeira banda, os nova-iorquinos do Schwervon!, começou a tocar.

Nunca tinha ouvido falar neles. Logo percebi que se tratava somente de um casal, ela na bateria/vocais e ele na guitarra/vocais. Não precisou de muito tempo para ficar encantando com a simpatia dos dois e curtir o clima de felicidade que emanava do palco. Eles mais conversavam com o público do que tocavam, mas quando resolviam tocar, as músicas eram bem legais. O cara tinha uma coisa J Mascis de ser e a garota parecia ter saído da cena punk de Olympia. No meio do show começam a contar uma história, de que eles estavam tocando em Manchester, quando no dia seguinte resolvem ir jantar num restaurante indiano da cidade. Eles disseram o nome, mas esqueci. Eles disseram que no fim do jantar o dono do restaurante os presenteou com um jogo de talheres, no que a garota tira da mochila e mostra para todo mundo, bem bonitos, vários garfos e facas, um luxo. O dono deu um para cada mesa do restaurante e disse que era por causa do natal. Os dois pareciam não acreditar naquilo até aquele momento. Mas ela dizia que a mala deles já estava super cheia (de discos, aposto) e que ela ia dar o jogo de talheres para a pessoa que melhor dançasse durante o show. Nisso a menina que estava na minha frente começou a dançar loucamente. Uma figura. No fim do show ela ganhou os talheres. Enfim, show divertidíssimo, dei várias risadas.

Depois foi a vez do Veronica Falls, mas dei uma vacilada, fiquei conversando com alguns conhecidos e quando percebi a frente do palco já estava tomada de popkids. Nem adiantava empurrar ninguém, simplesmente não tinha espaço. Assisti a banda meio de lado e vi pouca coisa, o que foi extremamente frustante, já que era a primeira vez que via eles e o som estava ótimo, a banda é muito boa e o show estava demais. Nessa hora jurei para mim mesmo que não ia perder outra oportunidade de vê-los ao vivo.

Logo que o show terminou eu não perdi tempo e já me posicionei na frente do palco novamente. Afinal o Comet Gain ia começar e eu espero há mais de dez anos para ver um show dessa banda que, durante os anos 90, foi uma de minhas prediletas. A banda ainda continua sendo a queridinha da cena indiepop, percebe-se que todos os respeitam bastante. O show começou a logo vi que minhas expectativas eram muito altas e a decepção seria iminente. Nem o fato de que um dos meus heróis, o Jon Slade (do Huggy Bear), estava no palco tocando guitarra ajudou. David Feck, o mentor e único membro original do Comet Gain, estava tocando de qualquer jeito, cantando de qualquer jeito e não sei se essa é a atual proposta da banda, mas confesso que esperava algo mais redondinho. Tocaram uma versão de “Strengh” bem diferente da original e ele ainda ironizou, dizendo que não vê propósito em tocar igual nos discos. Acontece que a versão foi muito tosca e bem inferior. A Rachel, que faz os vocais femininos, não estava presente. No fim rolou um sentimento de que não entendi muito bem a piada. Quem sabe uma próxima vez?

Have a good one, abs

Gilberto

escrito por Gilberto Custódio Jr. http://lazerguidedmelodies.blogspot.com/

 

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SUNDAY @ Bardens Boudoir Compartilhe no Facebook Compartilhe no Orkut Compartilhe no Twitter

31/12/2009 ás 0:17h

Por: Gilberto Custódio Jr

SUNDAY @ Bardens Boudoir

Londres, 30/12/2009

Hey Tony!

Tudo certinho aí no Brasil, mate? Então, como você sabe os shows que costumo ver aqui em Londres não são aqueles feitos em lugares grandes, com bandas famosas rotuladas de "indie" que geralmente de independentes não têm nada. Prefiro os shows que rolam em lugares pequenos ou médios e são produzidos por pessoas que, acima de tudo, são fãs de música, colocam em prática o ideal do ‘faça-você-mesmo’, mais conhecido como DIY (do-it-yourself) e, têm uma produtora independente por trás.

Cara, fui num show há alguns dias atrás produzido pela Home.Under.Ground e a Sex Is Disgusting (que também é uma gravadora). Geralmente, cada show deles tem três ou quatro bandas. O Bardens Boudoir fica na avenida principal de Stoke Newington, um bairro que não tem metrô e é associado a um estilo de vida mais alternativo. O dono do Bardens só marca shows no local usando produtoras independentes como ponte entre a casa noturna e o artista. O meu irmão tem a produtora Goo Nite, que também marca shows no local. No fim, todo mundo meio que se conhece. A partir disso nasce uma cena, que é um conjunto de bandas, produtoras e gravadoras com um interesse em comum. A cena do pessoal desse show é uma das que mais me agrada. Basicamente é uma galera jovem que curte indiepop, punk e grunge. O flyer desse show inclusive foi uma homenagem a estética da K Records.

 A primeira banda foi o Golden Grrrls, que veio de Glasgow e provavelmente por isso tocaram cedo, as 20:30, pois precisavam voltar para a cidade de origem. Apesar do nome da banda ser uma referência direta ao movimento riot grrrls dos anos 90, o som deles é bem mais barulhento e experimental do que as bandas riots. Guitarra sempre distorcida, um teclado que ficava em duas ou três notas persistentes e uma bateria bate-estaca. O vocal era bem grave e meio inaudível. Me lembrou bastante as bandas da Slampt Underground (clássica gravadora inglesa dos anos 90).

Depois sobe ao palco o Veronica Falls. Esse foi o terceiro show que vi da banda num espaço de duas semanas. Adoro e os considero uma das melhores revelações inglesas de 2009. Ainda não lançaram nada, somente participaram da compilação “Indiepop 09”, lançada recentemente pela Rough Trade. Para 2010, prometem um EP em vinil 12” pela gravadora norte-americana Captured Tracks. Mal posso esperar! O show foi demais. Alternaram momentos barulhentos com outros mais climáticos, sem nunca esquecer da melodia, harmonizada entre vocais femininos e masculinos. As canções me lembram Vaselines, The Cramps e a fase “Ecstasy & Wine” do My Bloody Valentine. O show durou uns 20 minutos, quase não conversam com o público e a banda é de longe a mais cool e estilosa que já vi em tempos recentes.

Logo em seguida, entra o Teen Sheikhs e deu para perceber que eles são bastante adorados pelo público presente, inclusive acredito que os integrantes são os mesmos que produziram a noite. Momentos de histeria coletiva, pints de cerveja voando para tudo que é lado e uma tímida rodinha de pogo surgiu logo que os primeiros acordes começaram a soar pelo ambiente. Também pudera, a música deles é muito empolgante, um punk rock bastante melódico e energético, me trouxe a mente os Buzzcocks e os Homosexuals. Depois disseram que aquele era o último show da banda e então pude entender a razão de tanta gritaria e empolgação do público. Descansem em paz, Teen Sheikhs!

A última banda a subir no palco foi o Male Bonding. Eu já tinha visto eles abrindo para o Pains of Being Pure at Heart no Scala, mas o clima era outro, a casa era outra (bem maior) e o público era outro. Não tinha visto tanta graça, mas dessa vez foi completamente diferente. Talvez pelo fato do som estar bem mais alto e barulhento do que na primeira vez, só sei que me peguei sorrindo feito um bobo alegre quando verdadeiros petardos sonoros despencavam em cima de minha cabeça. O baterista judiava da bateria como ninguém, batendo com uma força tremenda, mas sempre muito técnico, com viradas ultra velozes e um bom uso dos pratos. Me lembrou o Dave Grohl nos bons tempos do Nirvana. A música da banda é bastante abrasiva e ácida, não é qualquer um que digere. No MySpace é possível ouvir a “Years Not Long” e dá para ter uma ideia do que é a banda ao vivo. Me faltam palavras para descrever a confusão sonora que é o Male Bonding ao vivo, mas no fim tudo faz um sentido tremendo. Nada mal para um domingo a noite...hehe.

Abs e Feliz Ano Novo!

Gilberto

 
escrito por Gilberto Custódio Jr. http://lazerguidedmelodies.blogspot.com/

 

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