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09/03/2009 ás 12:07h
Por: Colaborators

Radialista, DJ, músico, colecionador e profundo conhecedor de música, o ex-Herói do Brasil, Magazine e Verminose Kid Vinil conta um pouco de seu dia-a-dia para a Reverbcity. Atualmente se apresenta com a Kid Vinil Xperience, é residente da Festa Hi-Fi no DJ Club (São Paulo), mantém seu blog , escreve para a MTV e é colunista da Yahoo Brasil.
- Como é o cotidiano de Kid Vinil quando não está no circuito de apresentações com a banda e discotecagens?
Minha vida é bem caseira, claro, com tantos vinis e coisas pra ouvir passo a maior parte do tempo em casa. As únicas saídas são com meu cachorro, Kosmo. Vamos pro parque do Ibirapuera toda tarde, ás vezes de manhã. Raramente vou ao cinema ou saio pra balada. Ultimamente além de escrever para internet, estou dedicando meu tempo todo a um novo livro que devo lançar até o final desse ano pela Ediouro, a mesma que lançou o "Almanaque do Rock". Dessa vez será o "Almanaque do Rock Brasileiro".
- Quais são seus paraísos na Terra?
Já teve epoca nas décadas de 80 e 90, que se me perguntassem isso eu responderia sem pestanejar Londres. Hoje, muita coisa mudou na minha vida e não tenho mais aquele ânimo de viajar. Meu medo de avião parece que piorou mais ainda com o tempo, então meus paraisos ficaram aqui em nossa terra. Tenho viajado muito pelo Brasil fazendo festas (discotecagens, etc). É um país surpreendente, semana passada estive em Manaus. Não sou do tipo que gosta de turismo ecológico, mas foi prazeiroso almoçar à beira do encontro das aguas dos Rios Negro e Solimões. Em outras épocas, lembro de momentos íncriveis na Inglaterra, na fila de um pub em Bristol esperando pra ver Teenage FanClub, ou mesmo morando num squat frio em Brixton e ouvindo toda noite o programa de John Peel num rádio de pilha e quase chorando de emoção no dia que ele lançou "The Concept" do TFC. São coisas pequenas como muitas outras que marcaram minha vida. Um paraíso em Londres são duas das minhas lojinhas de discos favoritas - Minus Zero e a Rough Trade - as duas ficam praticamente na mesma rua, a Talbot Road. A Minus Zero é especializada em 60s, psicodelia, raridades e preciosidades do passado. Existiam duas lojas dentro de uma só, de um lado o Bill 1 e do outro o Bill 2. Era como entrar numa viagem no tempo e na música. O espaço é limitado as pessoas se espremem dentro da loja e olhar pras capas de discos raros pendurados nas paredes é puro prazer . A Rough Trade eu conheço desde sua fundação em 1979. Só de chegar perto da loja eu me arrepio, aquelas paredes contam a história do rock independente, se eu fosse religioso eu diria que aquilo equivale a um templo sagrado.
Voltando pra terra e falando de emoções locais, agora pouco saí na rua com o Kosmo, olhei pro céu vi aquela lua bonita e comecei a cantarolar "Blue Moon". São essas pequenas coisas que me trazem a alegria de viver, não importa o lugar. Acho que o mais importante é estar bem consigo mesmo.

- Qual a sua opinião sobre a equação: downloads x falência de gravadoras mercenárias + hype equivocado = final dos tempos?
Interessante essa pergunta, pois recentemente eu estava pensando na tese da desevolução do ser humano" defendida pelo Devo. Parece que a civilzação está regredindo, a era digital chega e um beco sem saída. Todos começam a falar desse resgate do vinil ( que eu acho ótimo). Nunca deixei de comprar vinis e hoje vejo a indústria lá fora valorizando cada vez mais o vinil. A música digitalizada não consegue mais evoluir e de repente as novas prensagens em vinil tem uma tecnologia sonora superior ao download, pode um negócio desses? Mas é verdade, nada substitui o som análogo, e o mundo volta no tempo. A indústria da música sempre cometeu enganos no que se refere a hypes equivocados, isso nunca deixará de existir. O lado mercenário das gravadoras afeta muito mais o Brasil, pois os preços praticados não fazem sentido há muito tempo e deram margem pra pirataria e agora com os downloads a situação dessas gravadoras vai de mal a pior. Lá fora, ainda existe uma certa consciência entre as gravadoras, tanto independentes como majors. A crise afetou todo mundo, mas o mercado inglês e americano ainda sobrevivem. As grandes redes de megastores como Virgin quebraram, mas o legal é que isso fortaleceu as lojas independentes como Rough trade em Londres e Other Music em NY, por exemplo. Quem conhece boa música sabe onde encontrar, não é mais necessário megastores pra vender bobagens... Essas coisas os desinteressados compram via download ou baixam em seus ipods. O mundo mudou realmente, final dos tempos? Não sei, mas que há uma "desevolução do ser humano", nisso eu acredito.
- E por último, qual banda ou celebridade você gostaria de ver estampada numa camiseta Reverbcity e por quê?
Essa semana peguei uma edição especial do CD "Germ Free Adolescents" do X Ray Specs, a capa é genial, são eles dentro de tubos de ensaio, acho que daria uma bela camiseta.
entrevista concedida via e-mail para Patty Dijigov
| (13) Comentários |
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em 09/03/2009 ás 17:18h Uiaaa as tees do moço! Parabéns por emplacar mais esse interview pra gente Patty* bjomeskype ..rs |
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em 09/03/2009 ás 20:09h ótima a entrevista, essa ideia pra estampa tbm é muito boa! |
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em 09/03/2009 ás 23:16h o kid é praticamente uma lenda viva.. lembro dele neste show noss,esqueci de oferecer a the concept pra vc man, perdao,sou fan.. sucesso e vida longa. |
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em 10/03/2009 ás 8:24h Gosto muito das discotecagens do Kid! Além de todo o histórico musical dele, desde o punk rock anos 70/80 no BR até hoje lançando livros, é indiscutível o valor dele no cenário musical brasileiro. Parabéns pelas entrevista Patty!! :) |
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em 10/03/2009 ás 8:50h KOSMOOOOO kerú 1 = pra mim *.* |
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em 10/03/2009 ás 10:24h I am the Kosmos..*rs |
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em 10/03/2009 ás 16:09h Puxa vida, os moldes musicais comerciais estão falindo há tempos. O disco de vinil sendo valorizado, grandes gravadoras indo a bancarrota, shows e festivais independentes pipocando, cena alternativa e independente com mais espaços. Uma pena que o Kid deixou a Brasil 2000 fm aqui em SP. A programação fm aqui em sp está deplorável faz uns 15 anos. A música black americana e ostentadora domina a mídia na sua totalidade. O funk carioca está pronto para exportação. Onde vamos parar ? Desabafo neste espaço. |
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em 11/03/2009 ás 13:51h Kid Vinil foi um dos meus professores musicais (junto com Jose Roberto Mahr e Erik Reibel). Ele é o nosso John Peel. Força sempre, Kid!!! |
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em 04/05/2009 ás 3:09h emm.. thanks.. |
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em 18/06/2009 ás 8:02h any updates coming ? |
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em 20/07/2009 ás 11:52h hh. thanks :) |
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em 22/07/2009 ás 6:53h well.. its like I said! |
em 09/03/2009 ás 13:01h
por: tony
oi patty, super legal a entrevista com o kid.. e confesso que sempre gostei mais do nome da banda x-ray e das capas deles ,do que o som em si..mas daria uma estampa fantastica mesmo.. poderiamos juntar todas as sugestoes do entrevistados e fazer uma coleçao hehehe.. minha curiosidade é : quantos shows do TFC o kid já viu ? eu vi 6 contando com o no curitiba pop festival. parabens