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BEZZITACIL #6

Por Bezzi | 2 comments

BEZZITACIL #6

Todo ano este que vos escreve é questionado quando vai entrevistar o CSS, ou quando vamos tocar juntos num mesmo evento. Bem, a primeira eu já consegui. O segundo pedido depende de vocês leitores. Conheci as integrantes da banda no início dos anos 2000 e depois de terem partido para uma extensa tour no exterior, infelizmente não tivemos tanto contato quanto gostaríamos. Distância, agendas e namoradas ciumentas colaboraram muito para isso.

Dez anos de carreira, muitas formações e quatro álbuns depois, as meninas seguem como um quarteto e estão em turnê divulgando o recente “Planta”. Trabalho produzido por Dave Sitek do TV On The Radio e mostra o grupo numa nova fase.

Bati um papo com a minha velha amiga Luiza Sá, que aproveitou para revelar de vez o que se passou quando foi composta a famosa “homenagem” que fizeram pra mim em 2003.

O CSS completou dez anos de vida. Alguma hora você imaginou que sobreviveriam a tantas mudanças de formação?

Acho que a pergunta não é se sobreviveríamos as mudanças, mas que sobreviveríamos por tanto tempo. Nunca esperamos nada com a banda e as coisas foram acontecendo de forma natural. Toda vez que trabalhamos eu acho incrível e tenho uma enorme gratidão. Mudanças fazem parte. Mudança é uma coisa boa. 

E não é só o CSS que faz uma década de vida, a homenagem que vocês fizeram pra mim também! Afinal, o que deu na cabeça de vocês para bolarem a faixa? Ela virou uma benção e maldição pra mim. Até hoje eu falo meu nome e... “Ei, você é o cara daquela música?!”

Ai, Bezzi! Se eu soubesse que isso seria uma coisa tão grande na sua vida na época... Você simplesmente era um amigo interessante e querido pra gente falar sobre. Claro que a gente nem imaginava nenhuma repercussão, fizemos isso pro primeiro show. Espero que a parte boa seja melhor do que a ruim. 

Como foi trabalhar com um novo produtor? Pintou alguma insegurança?

Como nunca trabalhamos com nenhum produtor além do Adriano, no primeiro dia não sabíamos exatamente como agir, mas o Dave é tão tranquilo e direto que logo já falou como trabalhava e começou a se divertir. Levamos algumas horas pra começarmos a nos soltar e se divertir, mas daí pra frente foi só alegria e foi muito produtivo. E também uma espécie de construção de auto-confiança em relação à música, a fazer coisas de forma diferente. 

Se vocês fizessem um apanhado das cinco melhores faixas da carreira, quais entrariam na lista?

Ai, ai, ai. Essa pergunta é uma pergunta injusta. Isso muda o tempo todo e isso é muito mais pros outros do que pra nós mesmos. Pra gente todas as músicas tem um peso. Music is My Hot Hot Sex foi o nosso maior sucesso nos EUA e acho que Lets Make Love teria que entrar, mas de resto não faço a menor ideia. É difícil medir. 

Porque o nome "Planta"? Lembro que usávamos isso para descrever alguém assexuado.

HAHAHAH. Nossa, nem pensamos nisso. Quando estávamos fazendo a capa do disco, começamos a descrever aquela forma que usamos como referência pra foto como uma planta. E aí pegou. Não foi conceitual. Os “porquês” vieram depois, como sempre. 

Nosso reencontro quase aconteceu há semanas, quando vocês voltam para shows no Brasil?

Eu gostaria de ter feito shows no Brasil esse ano e sempre. Estamos sempre tentando fazer a coisa funcionar e eu preciso dizer que parece que os promotores não tem muito interesse ou não tem interesse suficiente em tentar fazer isso acontecer.

Acho que como o último show que fizemos em 2011, teremos que fazer tudo com alguns amigos, de forma independente. As pessoas vivem reclamando no Facebook ou no Twitter, chamando a gente de gringa, que é uma coisa que magoa, porque somos muito brasileiras, como se fosse nossa culpa que ninguém nos traz uma proposta decente (tanto pra uma estrutura de show boa, quanto um ingresso num preço aceitável para os fãs). De qualquer forma isso é um desejo pra 2014. 

O que vocês têm ouvido ultimamente?

Ontem eu fiquei ouvindo o novo disco da Beyoncé, mas eu ainda não tenho uma opinião porque o jet lag tá pesado (estou no Japão). O novo disco da M.I.A., Violeta Parra (acabamos de tocar no Chile e deu vontade). Um amigo que vai pelo nome de Arp e acabou de lançar um disco muito bom, bem influenciado pelo Eno, chamado "More". O disco novo de uma amiga chamada Glasser, o disco se chama "Interiors". No show dela, descobri um menino incrível abrindo, chamado Julius Smack. Influências de Arthur Russell. 

 

Por Bezzi | 2 comments

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:)

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eu gostava das músicas em pt do css com a voz de angelica da luisa

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