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LYKKE LI @ THE ALBERT HALL, MANCHESTER

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LYKKE LI @ THE ALBERT HALL, MANCHESTER

Uma voz descomunal é o que essa moça sueca tem, viu? Tem horas que dá vontade de falar “vá devagar viu?” por que olha, segura. Li está na sua fase mais depressão – não que antes não fosse, mas a fossa dessa aqui tá de doer o coração – e reflete isso totalmente ao vivo. A atmosfera é fúnebre, o tom da roupa do pessoal da banda, da cantora e do cenário é todo preto, não dando espaço para uma alegria que antes era intrínseca de Li.

A causa é o rompimento de um relacionamento com o seu ultimo namorado que resultou em “I Never Learn”, terceiro álbum da cantora que saiu esse ano. E o show traz totalmente isso, Li esbraveja em sons como “Never Gonna Love Again” e “No Rest For The Wicked” com seu vozeirão de dar inveja.

Alguns únicos poréns no show da moçoila: o setlist é tão curto que você fica perplexo que tudo já acabou. Pra alguém que tem mais de 30 músicas é meio que inaceitável subir num palco e fazer uma apresentação com menos de uma hora num show tradicional. Esperava no mínimo que ela cantasse singles e outras coisinhas mais famosas com maestria. A principal razão disso se deve ao fato de Li detestar boa parte de suas músicas antigas – como ela faz questão de deixar bem claro no meio do show, parafraseando “I hate this song” [quando um fã sugeriu uma música tal no encore].

Além disso Li parece não ter noção da força da sua voz porque ela adora fazer uma firula, alquebrando suas letras em pedações indistinguíveis e que deixam o ritmo mais chato e difícil de acompanhar. “Porra, canta a música direito” era tudo que eu conseguia pensar quando ela fazia isso.

É um show de difícil digestão que não desce muito fácil, mas uma boa pedida para uma noite de Sábado chuvosa como a que estava em Manchester. Li é acolhedora, mas não tem um poder muito forte e um carisma muito exacerbado. Ela é sueca, entendemos isso, mas mesmo assim, faça menos performance e cante olhando para seu público mais vezes e não apenas no final apoteótico de “Dance, Dance, Dance”, o momento mais carismático do show foi o final.

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