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SOUNDS GOOD TO ME TOO #05

Por You! Me! Dancing! | 2 comments

SOUNDS GOOD TO ME TOO #05

Hoje batemos um papo rápido com a Monique Maion, a charmonse girl de cabelos bonitos e maquiagem excêntrica. Monique é um das finalistas do Festival Música Pra Todo Mundo, que vai escolher os dois nomes mais votados para  gravar um disco. 

Mas como será que tudo começou? Qual foi o gancho que levou Monique a seguir a carreira musical?

QUAL É A MUSICA? 

Não foi uma música que me instigou a tocar. Demorei alguns anos para começar estudar canto. Comecei tocando em bandas ginasiais como baixista ou pianista, mas quando ganhei de amigo secreto da minha avó o CD da Janis Joplin, em meus recém completados 15, meu mundo mudou.

OH LORD, WONT YOU BUY ME A MERCEDES-BENZ?

Deixei de lado o heavy e trash metal e decolei na psicodelia atrasada, em década errada, quando o forró tomava conta de todas as cantinas escolares. Comecei a cantar “Mercedes Benz” porque era a capella. Eu cantava por todos os lados. Na hora do intervalo do 1° B, no calçadão da Av. São João, onde esticava uma toalha para vender meus brincos de penas, até a galeria Ouro Fino, onde comecei a trabalhar na loja Kozmic Blues, que era 100% dedicada à Joplin.

Lá era uma farra e um paraíso. Finalmente tinha me livrado do mercado musical juvenil. Eu varria e cantava todo dia, o dia todo.  Sempre dava um jeito de cantar alguma coisa. Quando não tinha banda mandava “Mercedes Benz”. Pouco tempo passou e eu não agüentava mais essa música. Peguei um bode eterno, mecanizou. Processo natural dos hits.

MERCEDES-BENZ ATÉ NO KARAOKÊ

Em  2010, quando estávamos em turnê pela Europa, fomos ao MauerPark em Berlim e descobrimos o karaokê de verão. O cara é um tio gente boa, leva de bike uma TV e caixas de som low-fi, arma o karaokê no meio de uma arena velha com cerca de 2 mil pessoas ao redor, assistindo gente do mundo inteiro dando uma canja. Hilário! E eu, claro, cantei Mercedes Benz. Foi uma experiência deliciosa para o fim de relação.

E AS INFLUÊNCIAS? 

Na minha carreira a Janis foi o canal para encontrar a psicodelia, o blues, jazz, soul, enfim, meu campo de pesquisa que segue até hoje. 80% pesquisa histórica, 20% contemporânea. Tem ainda muitos artistas da década de 30, 40 e outras que são novos para mim e grandes escolas como: James Moody, Boswell Sisters, Ivie Anderson, Josh White & his Carolinians, Woody Guthrie. Já contemporâneos sou muito fã de Sharon Jones & The Dap Kings, Lee Fields & The Expressions, Palov & Mishkin, Charles Bradley, Wax Tailor, Clutchy Hopkins, Chris Joss, Air  ...esta lista é longa.

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Cantava MERCEDES-BENZ bebado em churrasco!

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"Na minha carreira a Janis foi o canal para encontrar a psicodelia, o blues, jazz, soul, enfim, meu campo de pesquisa que segue até hoje. 80% pesquisa histórica, 20% contemporânea." clap clap

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