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SUNDAY @ Bardens Boudoir

Por Gilberto Custódio Jr | 13 comments

SUNDAY @ Bardens Boudoir

Londres, 30/12/2009

Hey Tony!

Tudo certinho aí no Brasil, mate? Então, como você sabe os shows que costumo ver aqui em Londres não são aqueles feitos em lugares grandes, com bandas famosas rotuladas de "indie" que geralmente de independentes não têm nada. Prefiro os shows que rolam em lugares pequenos ou médios e são produzidos por pessoas que, acima de tudo, são fãs de música, colocam em prática o ideal do ‘faça-você-mesmo’, mais conhecido como DIY (do-it-yourself) e, têm uma produtora independente por trás.

Cara, fui num show há alguns dias atrás produzido pela Home.Under.Ground e a Sex Is Disgusting (que também é uma gravadora). Geralmente, cada show deles tem três ou quatro bandas. O Bardens Boudoir fica na avenida principal de Stoke Newington, um bairro que não tem metrô e é associado a um estilo de vida mais alternativo. O dono do Bardens só marca shows no local usando produtoras independentes como ponte entre a casa noturna e o artista. O meu irmão tem a produtora Goo Nite, que também marca shows no local. No fim, todo mundo meio que se conhece. A partir disso nasce uma cena, que é um conjunto de bandas, produtoras e gravadoras com um interesse em comum. A cena do pessoal desse show é uma das que mais me agrada. Basicamente é uma galera jovem que curte indiepop, punk e grunge. O flyer desse show inclusive foi uma homenagem a estética da K Records.

 A primeira banda foi o Golden Grrrls, que veio de Glasgow e provavelmente por isso tocaram cedo, as 20:30, pois precisavam voltar para a cidade de origem. Apesar do nome da banda ser uma referência direta ao movimento riot grrrls dos anos 90, o som deles é bem mais barulhento e experimental do que as bandas riots. Guitarra sempre distorcida, um teclado que ficava em duas ou três notas persistentes e uma bateria bate-estaca. O vocal era bem grave e meio inaudível. Me lembrou bastante as bandas da Slampt Underground (clássica gravadora inglesa dos anos 90).

Depois sobe ao palco o Veronica Falls. Esse foi o terceiro show que vi da banda num espaço de duas semanas. Adoro e os considero uma das melhores revelações inglesas de 2009. Ainda não lançaram nada, somente participaram da compilação “Indiepop 09”, lançada recentemente pela Rough Trade. Para 2010, prometem um EP em vinil 12” pela gravadora norte-americana Captured Tracks. Mal posso esperar! O show foi demais. Alternaram momentos barulhentos com outros mais climáticos, sem nunca esquecer da melodia, harmonizada entre vocais femininos e masculinos. As canções me lembram Vaselines, The Cramps e a fase “Ecstasy & Wine” do My Bloody Valentine. O show durou uns 20 minutos, quase não conversam com o público e a banda é de longe a mais cool e estilosa que já vi em tempos recentes.

Logo em seguida, entra o Teen Sheikhs e deu para perceber que eles são bastante adorados pelo público presente, inclusive acredito que os integrantes são os mesmos que produziram a noite. Momentos de histeria coletiva, pints de cerveja voando para tudo que é lado e uma tímida rodinha de pogo surgiu logo que os primeiros acordes começaram a soar pelo ambiente. Também pudera, a música deles é muito empolgante, um punk rock bastante melódico e energético, me trouxe a mente os Buzzcocks e os Homosexuals. Depois disseram que aquele era o último show da banda e então pude entender a razão de tanta gritaria e empolgação do público. Descansem em paz, Teen Sheikhs!

A última banda a subir no palco foi o Male Bonding. Eu já tinha visto eles abrindo para o Pains of Being Pure at Heart no Scala, mas o clima era outro, a casa era outra (bem maior) e o público era outro. Não tinha visto tanta graça, mas dessa vez foi completamente diferente. Talvez pelo fato do som estar bem mais alto e barulhento do que na primeira vez, só sei que me peguei sorrindo feito um bobo alegre quando verdadeiros petardos sonoros despencavam em cima de minha cabeça. O baterista judiava da bateria como ninguém, batendo com uma força tremenda, mas sempre muito técnico, com viradas ultra velozes e um bom uso dos pratos. Me lembrou o Dave Grohl nos bons tempos do Nirvana. A música da banda é bastante abrasiva e ácida, não é qualquer um que digere. No MySpace é possível ouvir a “Years Not Long” e dá para ter uma ideia do que é a banda ao vivo. Me faltam palavras para descrever a confusão sonora que é o Male Bonding ao vivo, mas no fim tudo faz um sentido tremendo. Nada mal para um domingo a noite...hehe.

Abs e Feliz Ano Novo!

Gilberto

 
escrito por Gilberto Custódio Jr. http://lazerguidedmelodies.blogspot.com/

Por Gilberto Custódio Jr | 13 comments

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fiquei super curioso pra ver showzinho deste porte.. londres que me espere este ano.. *rs

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linda resenha.. legal ter vc por aqui giba

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bora colocar lenha nesta cena novamente... hehehehe.

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Só conheci pessoalmente o Márcio, irmão do Giberto, que discotecou na melhor noite que o DJ Club já teve. E depois fez a festa Superblast com o Kid Vinil no finado Tramp Club. Hoje a cena por aqui está triste :/

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oi paulo, vc ja conhecia o custódio? ele tb conceteza frequentava estes lugares,a tinha o Der tempel tb..acho que era este o nome... e ainda tempo as bandas eram muito melhores que o atuai.. lembro que tinha uma cena paulistana muito interesse... .hehehe

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Texto bacana. Me lembrou os meu tempos nos anos 90, quando eu ia em lugares como o Espaço Retrô, Madame Satã ou Cais ver shows das bandas independentes da época. Rock on!

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é minha vez de ir pra london! ¬¬

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Super bem vindo mesmo, Gilberto! resenha poderosa, deu vontade de estar neste domingo "tranquilo" de Londres..!!

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indy toy safadaooooo.. tens que ralar e muitooo em 2010 para terminar de pagar o parcelamendo do meu cartao que vc estourou lembra? hehehhe Gilberto,ficou lindo...e será um prazer te-lo como nosso colaborador internacional.. hehehhe

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Minha ultima inveja de 2009

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Tony-boss, please me manda de volta pra London???!!!!!!!

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