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TALKING TO JONTY SKRUFFF

Por Colaborators | 5 comments

TALKING TO JONTY SKRUFFF

                                                                                        foto Aidan Dockery

Em sua recente passagem pelo Brazil, o dj Jonty Skrufff trouxe seu electro-techno-punk para as principais casas noturnas do circuito. Muito simpático e acessível, animou as pistas com seu set personalizado e de volta a Berlin, nos concedeu esta entrevista por e-mail. Conheça um pouco mais do cotidiano de uma pessoa que vive "24/7" em função da música!

Além dos agitos noturnos, conte-nos um pouco de seu dia, o que você faz quando não está em ação nas pick ups?

Assim como discoteco, eu atuo em uma pequena agência de imprensa independente, escrevendo sobre clubes, drogas, sexo e política - focando sempre o lado alternativo e esquisito dessa cultura. Os artigos são publicados em diversos sites (incluindo rraurl.com.br no Brasil) e também rodo meu e-zine semanário skruff-E (http://www.skrufff.com). Tudo isso envolve muita leitura, anotações e preparativos, fazer e dar entrevistas, encontrar artistas e djs, PRs de gravadoras e selos mais o constante navegar pela internet. Eu também vivo em busca de músicas, em intercâmbio com produtores, e comprando música por conta própria... então eu produzo minhas próprias faixas também (recentemente colaborei com Judge Jules no lançamento de meu primeiro comercial próprio), pratico discotecagens, vou para a academia, vou para clubes, agendo as próximas apresentações, me arrumo para sair... hmmmmmm, eu trabalho e vivo Skrufff 24 horas por dia, os sete dias da semana: estou fazendo tudo de minha vida - e costumo gostar muito. Ah, e eu amo dvds também, particularmente as séries da HBO, como The Sopranos, The Wire e Oz.

                           foto Welington Berenguer

Você sempre viaja muito quando em turnê, quais são suas cidades favoritas e os locais que mais gosta de visitar?

Eu realmente adoro São Paulo: muitas pessoas são amáveis, super sexies, super amigas; demonstram uma paixão pela vida e por diversão que fazem me conectar com elas de imediato. Eu me sinto em casa quando estou em São Paulo e eu tenho muitos amigos brasileiros, muitos deles se tornaram amigos instantaneamente - a longo prazo também. Eu realmente sinto uma conecção especial com seu país. Recentemente eu me mudei de Londres para Berlin e estou muito feliz por estar aqui, Berlin é uma cidade totalmente musical, é cheia de artistas, djs, músicos e todos os tipos de interessados e pessoas alternativas de todas as partes do mundo. É barato viver aqui, quase todos pedalam pela cidade (é seguro e como se todos vivessem em um pequeno centro geográfico.) Os berlinenses são quentes também, expansivos e amigáveis e existe uma cultura local de curtir a vida, que é sensacional.É muito segura, comparada a Londres, o tempo é ótimo no verão, com grandes outdoors anunciando os polos aquáticos onde você pode ir o dia todo, quase como lindos lagos com praias... o que me leva a dizer aos brasileiros que pensam em viajar pela Europa para visitarem aqui ao invés de Londres - e todos os jovens falam inglês aqui também. Outros lugares que gosto são: Ljubljana na Eslovênia - as pessoas de lá são magníficas - eu devo dizer - mais bonitas e sexies que os brasileiros. Serbia, Praga (República Tcheca, eu também amo a China - estive em turnê lá ano passado e me senti surpreendentemente em casa também. Conheci muita gente interessante, inspiradora e cheia de energia.

Já teve que enfrentar alguma situação bizarra durante visitas a lugares diferentes?

Hmmmmm, depende do que você quer dizer com bizarro. Vietnã em dezembro foi certmanete incomum. Eu toquei em festa da Heineken em Hanoi - o primeiro grande evento de música dançante que eles já tiveram. E aparentemente eu era o primeiro dj internacional a tocar por lá, em festas desse tipo.  Havia cerca de 2.000 pessoas no local, que foram à loucura, gritavem e erguiam os braços batendo palmas, amando tudo aquilo. Foi um grande momento para mim, como dj e no final da apresentação cerca de 20 pessoas me aguardavam para autógrafos e fotos (o que eu realmente considerei bizarro). O mais curioso é que todos eles eram homens, sem excessão. Parece que eu fui responsável por atrair uma pequena ala gay (e certamente discriminada) - o que é ótimo. E todas as garotas foram acampanhadas de seus respectivos namorados, então nenhuma se aproximou. O promotor do evento me avisou que lá o fato de garotas sairem para clubes por conta própria é mal visto. Tem um ótimo registro dessa apresentação aqui. Hanoi também é rock!

Para encerrar, que banda ou celebridade você gostaria de ver estampada em uma camiseta? E por quê?

Ótima pergunta! Eu ainda amo camisetas vintage de punk: The Cramps, Sex Pistols, The Clash, e em termos de celebriddae, escolheria o "herói local de vocês" Supla. Eu realmente devo me parecer muito com ele (risos...a julgar pelos milhões de comentários que recebi quando estive recentemente em São Paulo) - reconheço que a camiseta com ele poderia funcionar!

                                                                                        foto Aidan Dockery

escrito por Patty Dijigov

Por Colaborators | 5 comments

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ficou bem legal a materia..seria interesssante divulgar nas comunidade do orkut que tenha a ver...

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simpático o garoto hein?? :)

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great dj.. lovely guy.

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É minha impressão ou a blusa do Jonty Skrufff é a do Morrissey da Reverb? Ú.u

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nossa, aqui tá de cara nova, tá muito legal! brigadão pelo link do Indieoteca, Tony! tudo a ver mesmo! volte sempre! bjos

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